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a arte da resiliência

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Essa palavrinha complexa tem se tornado comum nas conversas ultimamente. Parece difícil entendê-la, mas a teoria é mais complicada do que a prática. Porque na verdade a maioria dos mortais vive momentos de resiliência e nem se dá conta.

A resiliência é a capacidade de uma pessoa lidar com seus próprios problemas, vencer obstáculos e não ceder à pressão, seja qual for a situação.

Todos nós passamos por bons e maus momentos e como reagimos à eles é o que define a nossa trajetória. Na maioria das vezes, o fracasso em uma determinada situação ensina muito mais do que ter tido sucesso.

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Se a pessoa for capaz de dar a volta por cima, se reerguer e ter a certeza de que tudo vai passar, pode se considerar resiliente. Claro que não é fácil, mas espremer uma gotinha de otimismo em uma nuvem carregada num temporal passageiro, talvez seja a melhor opção, do que se vitimizar. Porque é fato do que recebemos aquilo que damos na vida.

A resiliência não é negar emoções, nem sentimentos negativos, e sim, saber lidar com todos eles e não permitir que o dominem.

A força, a capacidade de se levantar e ainda ter um sorriso no rosto para dar, pode ser extremamente complicado, mas é muito corajoso. É se superar!

Resiliência é uma palavra que vem da física. Significa a capacidade de um material de voltar ao estado normal depois de submetido a uma pressão.
A pessoa resiliente é aquela que não se quebra na tempestade, mas se deixa curvar pelo vento para não ser arrancada. Depois, recupera-se e segue adiante”. Grapeia

Talvez pareça simples falar assim de uma maneira tão positiva diante de problemas que não são seus, e que não aparentam assim tão difíceis de serem resolvidos. Com certeza, cada um tem a sua dor, que ninguém sabe qual é, e tem que ser respeitada. Mas, também não pense que a autora aqui está a salvo das turbulências da vida. Ao contrário, ela também está tentando…

LKV

fotos:reprodução
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a elegância pode ser encontrada em coisas bem simples

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Ser elegante não significa simplesmente se vestir de maneira requintada, ou estar de acordo com o dress code. Ser elegante é muito mais do que isso, tem a ver com educação. Com a maneira que você aprendeu a tratar as pessoas ao seu redor. De nada adianta estar super produzida se as suas atitudes não estiverem de acordo.

Muitas vezes parece ser fútil estar no mundinho fashion, mas é um trabalho como qualquer outro. Estar na moda pode ser legal para determinadas pessoas, mas não para outras. Estar bem vestido é apenas um adjetivo, um olhar, um ponto de vista. Nada que extrapole outras coisas mais importantes.

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Defino a elegância muito além da roupa que você usa; associo ao comportamento, à convivência, ao respeito. Estamos vivendo tempos meio estranhos, parece que coisas pequenas tomam um tamanho enorme, enquanto não damos importância ao ser humano que está precisando. São tempos de radicalismos, de falta de compreensão, de brutalidade, de insanidade. Não me refiro a nenhum discurso politicamente correto. Mas, à ausência de pequenos gestos cotidianos que podem mudar algum tipo de comportamento. Às vezes um pequeno sorriso pode fazer a diferença na vida de alguém.

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A elegância tem a ver com generosidade, com empatia. De nada adianta estar exibindo as sua grifes se você não dá bom dia a quem abriu a sua porta. Nariz empinado é uma coisa cafona, mesquinha, arcaica.

A elegância está na simplicidade, de coisas simples mesmo. De dar o seu lugar a alguém, de oferecer ajuda, de se importar com o outro. Coisas simples que estão ficando esquecidas.

A elegância é ser bem educado, sem frescuras, é aquilo que cabe em qualquer situação. Não tem restrições, é verdadeira.

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Talvez esteja faltando um pouco de sensibilidade e sobrando individualidade. É muita pretensão achar que não precisamos do coletivo para viver. Todos somos seres humanos iguais. A elegância está em reconhecer isto, e, olhar para o lado pode fazer a diferença. Por isso um pequeno ato de gentileza no seu dia a dia só vai acrescentar. Na sua vida e na de quem está ao seu lado.

LKV

fotos:Pixabay
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aquilo que você enxerga quando vê o seu reflexo no espelho…

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Todos os dias ao acordar você se depara com um alguém do seu outro lado quando se olha, o seu próprio reflexo no espelho. Você realmente gosta daquilo que vê?

Somos tão bombardeados diariamente por informações sobre beleza, pele, cabelos, roupas…Tantas dicas, tantas tutorias, tantos “o que fazer, como fazer”… Que dá até preguiça, né? Ser politicamente correto, aceito e estar dentro dos padrões, mas quais padrões? Já questionei sobre isto aqui antes, dê uma olhadinha aqui!

Somos o que somos, simples assim! Por que precisamos sempre agradar? Somos aquilo que enxergamos no espelho, queira ou não! Com defeitos ou qualidades, com seu próprio corpo, ou cabelo ou tom de pele.

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Um dos principais dramas da sociedade atual é a própria aceitação e a do próximo, geralmente com quem convivemos. Estamos sempre querendo mudar alguma coisinha…

Temos que aceitar as diferenças!

Por isso quando conheci o trabalho deste artista adorei e estou compartilhando. Francesc Planes, 22 anos, fotógrafo, da Espanha. Ele resolveu questionar estes padrões em uma série fotográfica chamada Normal.

Através das sua lentes, ele mostra a beleza de pessoas comuns, que já sofreram bullying por conta de alguma “diferença”, ao expor corpos que, na teoria, não se encaixam nos padrões de beleza atuais. De uma maneira simples e direta, de uma forma pura, sem intervenções. O seu objetivo principal é celebrar aquilo que não é considerado “normal” e mostrar que a realidade também tem a sua beleza singular e original.

Pra mim foi inspirador!

Confira as fotos e um pouco do trabalho de Francesc Planes:

Alba Parejo nasceu com mais de 500 pintas e pelos amarronzados por todo o seu corpo. “Meu ex-namorado disse para eu não mostrar minhas costas para ninguém, porque ninguém quer ter uma namorada deformada”.

Jordi teve seu olho removido quando era criança, por conta de um tumor que crescia atrás dele. Hoje, ele usa uma prótese no lugar do olho perdido.

guille-sofria-bullying-por-ter-alopc3a9ciaGuille sofria bullying por ter alopécia.

tess-era-chamada-de-baleiaTess era chamada de “baleia”.

Acredite no seu poder e na sua beleza. Todos somos diferentes uns dos outros. E isto é o que nos torna únicos!

Bora ser feliz?

fotos/legendas: reprodução/Francesc Planes

LKV

crônica, inspiração

uma pausa necessária para a autorreflexão

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Todo fim de ano é a mesma coisa. Agitação, tumulto, pessoas apressadas, falta de paciência… Parece que o mundo enlouquece. Tudo isso em nome do Natal e do Réveillon.

São datas simbólicas e comemorativas. Por que são tão importantes? Porque para nós os rituais de passagem são bem significativos, precisamos contemplar o tempo.

A cada ciclo novo na nossa vida é um novo momento que precisa ser comemorado. Temos a necessidade de fazer um balanço das coisas boas e ruins e assim poder melhorar, consertar, evoluir. Desse jeito parece que podemos controlar o destino

Neste período se encaixa uma prática japonesa chamada Naikan. Significa: “olhar para dentro“. Fazer uma reflexão sobre nós mesmos. Baseados em três pontos que nos fazem questionar sobre nossos atos de uma maneira mais clara, perguntando-se:

  1. O que eu recebi?
  2. O que eu dei?
  3. Que inconvenientes eu causei?

Pode ser para alguém ou para algum acontecimento ou fato. Parece simples, mas é difícil e bem profundo, principalmente se for verdadeiro. A experiência é bem gratificante. Fica a dica. Nos faz refletir sobre nós mesmos.

Mas não precisa ser tão inflexível, escolha o meio termo. Como já disse Pedro Bial: “Faça o que fizer, não se auto-congratule demais, nem seja severo demais com você. As suas escolhas têm sempre metade das chances de dar certo. É assim para todo mundo”. 

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O mais importante é renovar as esperanças, acreditar em tempos melhores e ter fé no futuro. Precisamos disso para viver. Dar uma pausa não é só se divertir ou relaxar, é também saber se perdoar e renascer. Recarregar a energia!

Por isso uma pausa é tão significativa!

Bom Natal e um Feliz Ano Novo! Nós vemos em 2018!

LKV

fotos:reprodução/Pixabay

 

crônica

não somos eternos!

Quando nos deparamos com alguma tragédia nos damos conta da fragilidade da vida.

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Todos os dias, após o despertar, lemos, ouvimos ou vemos notícias do mundo inteiro através de um notebook. As notícias podem ser boas ou ruins, mas algumas nos tocam mais que outras. Por quê? Talvez pela sensibilidade que temos diante de determinados fatos ou situações da vida. Geralmente o confronto que mais nos toca é a morte.

Pensando em um aforismo de Kafka: “se eu fosse existir eternamente, como existira amanhã?”, deduzo que seria maravilhoso ter a eternidade como aliada. Poderíamos ter muitas chances de errar e depois consertar tudo. Fazer sempre o que é certo. Haver tempo para tudo. Porém, o grande problema é que: não somos eternos!

Vivemos a nossa rotina em modo automático, sem muitas vezes valorizar as pequenas coisas, pode ser clichê, mas é verdade. Não paramos muito pra refletir e quando nos deparamos com alguma tragédia, como a morte do ator Domingos Montagner; citando um exemplo recente, nos damos conta da vulnerabilidade da vida. Em um átimo de segundo tudo pode acabar, escorrer por entre as nossas mãos e ter um fim. O sentido da finitude humana é cruel, principalmente quando é precoce. Isto nos toca profundamente, nos faz submeter ao ato de raciocinar de verdade, ir ao ponto fraco. É quando chegamos à conclusão que não existe eternidade, podemos ser inteligentes, racionais, fortes, saudáveis e poderosos, mas somos finitos. Todos. Somos falíveis. Um ato falho, e tudo acaba.

O destino é imperativo. Dita a nossa vida como marionetes em um palco. Reina absoluto.

Apesar de tudo, podemos ser otimistas e enfrentar a nossa efemeridade sendo realistas e sabendo que possuímos muitas possibilidades. Não somos eternos, mas enquanto estamos vivos podemos contar com um novo dia. Sempre. Aproveitar cada amanhecer da melhor maneira possível, crendo que novas alternativas vão estar à disposição no presente.

O filme “A culpa é das estrelas” serve como uma amostra de verdade sobre viver bem a vida enquanto é possível. A partir do momento que dois jovens, com doenças fatais, entrelaçam suas vidas de uma maneira inesquecível, o olhar muda. Muda a compreensão do que é realmente importante. Do que vale a pena. Traz à tona a nossa essência. Tão verossímil, que na vida real, o conto do filme, se torna imortal, quando o verdadeiro casal morre praticamente juntos, com apenas cinco dias de diferença. O sentimento permanece, se torna eterno.

Acreditar na plenitude da vida e na eternidade do sentimento transforma a morte em uma consequência mais plausível.

O que vale é ter a certeza do savoir-vivre.

LKV

imagem:Pixabay