crônica

você largaria tudo para viver em uma selva de verdade?

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Se pra você a resposta seria NÃO, impossível! A sua opinião é bem diferente da australiana Leanne Ratcliffe, mais conhecida como FREELEE, the Banana Girl.

A youtuber de 37 anos, apareceu na mídia do mundo inteiro porque teve a coragem de largar a civilização e ir morar em uma floresta da América do Sul. Cansada da vida e dos compromissos da cidade grande, ela e o namorado decidiram viver esta experiência, que já dura um ano, longe de tudo e curtindo uma vida sem restrições e mega natural. “Estou nua na selva, livre de roupas, marcas, sapatos, maquiagem, depilação”, diz Freelee, que bebe diariamente até 2,5 litros de suco de laranja, feito na hora. “Pode soar dramático, mas eu me sinto ressuscitada e tendo uma segunda chance na vida”, escreveu ela na sua conta na rede social. O único contato que ela tem com o mundo é através de um laptop e uma conta no Instagram, onde registra as suas aventuras diárias na selva. Confira algumas fotos que retratam um pouco da sua rotina.

Parece uma coisa meio cinematográfica, tipo o filme “Lagoa Azul”, né? Mas é verdade! Depois de ver isso tudo eu me questionei se faria a mesma coisa e a conclusão é claro que não! O que leva alguém a tomar esta atitude? Também não faço ideia!

Se for parar pra refletir na vida caótica que se vive nos grandes centros urbanos, de qualquer parte do planeta Terra, dá pra concluir que a vida é meio enlouquecedora mesmo. Tipo vida de “gado”, as pessoas estão indo de um lado para o outro, cumprindo os seus compromissos. Com quem? Com a própria vida que inventamos pra nós mesmos…

Será que precisamos de tanta coisa para viver? O ser humano já sobreviveu a situações catastróficas e tem a capacidade de se adaptar a qualquer tipo de vida que escolher, como mostra o exemplo da australiana.

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Cada um faz as suas próprias escolhas e vive a vida da maneira que desejar. Talvez, não precise ir, assim, tão longe para encontrar a paz. Basta manter o equilíbrio dentro do nosso mundinho bagunçado mesmo e tentar ser feliz. O que não é uma tarefa fácil!

O segredo da felicidade está guardado dentro de nós, parece clichê, mas a verdade é essa. Não podemos simplesmente comprar uma fórmula, solucionar as adversidades, e, em alguns minutos fazer tudo ficar perfeito. Como em uma passe de mágica. Doce ilusão! O fato é que correr atrás da felicidade dá um trabalho danado. Às vezes, cansa!

Quem não encontra a felicidade em si mesmo, é inútil procurá-la em outro lado. (François La Rochefoucauld)

LKV

fotos:reprodução/internet/Pixabay
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crônica

estamos no caminho certo?

Vivemos tempos de transformações. Estamos em busca de algo mais concreto para preencher o vazio que corrompe a nossa felicidade. Não se trata de um texto de autoajuda, mas de um questionamento. Do entendimento do comportamento coletivo. Será que conseguimos chegar aonde desejávamos?

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by patmikemckane

O século XX foi marcado por grandes feitos da humanidade, sem dúvidas, evoluímos muito em todas as áreas. Principalmente no que diz respeito ao conhecimento científico. Vivemos em um mundo altamente digital. Embora ainda existam milhões de pessoas que morrem de fome todos os dias. O que faz pensar: estamos no caminho certo?

A partir da década de 60, do século passado, houve um alto índice de migração da zona rural para a área urbana. O êxodo rural trouxe as pessoas à procura de uma vida melhor e mais qualificada para as grandes cidades. Com o passar dos anos e todo o progresso que vivemos, escolhemos viver uma vida caótica nos grandes centros urbanos. Trabalhamos horas para ganhar mais, para dar uma vida melhor para os nossos filhos. Compramos casas e carros financiados a longo prazo. Criamos lugares especializados na venda de quase tudo. Estamos sempre consumindo alguma coisa. Tentando ter mais para sermos mais felizes. Será? Conseguimos chegar lá, ou está faltando algo a mais? O que realmente encontramos quando nos deparamos com o que existe de mais profundo dentro de nós?

A felicidade plástica que é exibida nas redes sociais não está no nosso íntimo. A vida virtual esconde graves problemas sociais e emocionais que acontece no mundo inteiro. Tragédias humanas provocadas por nós mesmos. Em todos os cantos vemos infortúnios acontecendo.

Para aliviar, escolhemos fugir. Em busca do paraíso.

Mas, agora esta opção está se tornando uma realidade. Já existe um considerável número de pessoas almejando viver uma vida mais simples. Uma demanda contrária ao que já vivemos, um êxodo urbano. Um movimento contrário. Ainda pequeno, porém com uma consciência que tenta contagiar pela pura e simples felicidade. Ter tempo de verdade para o que realmente importa na vida. Agradar a si mesmo e aos que estão ao seu redor. Viver plenamente. Simplesmente. Sem tantos excessos.

Com certeza não podemos viver mais sem um wi-fi, mas é óbvio que a tecnologia está aí para ajudar, principalmente, na interação com as pessoas, e por exemplo, na área profissional. Este amparo serve para contribuir.

Muitas pessoas estão se mudando para lugares menores, cidades no campo, balneários, locais na serra, eco comunidades. Lugares não faltam! A necessidade do convívio com a natureza traz o preenchimento do que estava faltando. O ser humano se sente realizado. Na verdade é a caça da sua essência. A essência que está latente dentro de nós, a mais pura, original, selvagem.

A resposta para todas as nossas questões, talvez seja difícil encontrar, o caminho deve ser por aí. Reconectar-se. Encontrar através do meio ambiente a nossa própria raiz. Completar o deserto interior com a imensidão que o universo nos proporciona diariamente.

LKV

fotos: Pixabay
*(este texto já foi publicado aqui no blog)
crônica

excesso de bagagem!

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Por que carregamos tanta bagagem? Durante toda a nossa vida vivemos juntando coisas, de todos os tipos, quando precisamos fazer algum tipo de mudança, seja de casa ou seja de vida, nos damos conta de que juntamos tantas coisas desnecessárias. São, geralmente, coisas materiais, como: roupas, bibelôs, sapatos, louças, bolsas, brincos, copos, colares, livros, pulseiras, discos, gadgets, contas a pagar,…

Enfim, são tantas coisas e coisinhas (principalmente, da parte feminina)…. São mesmo coisas, porque é um conjunto de objetos que damos valores que muitas vezes eles não tem, valores sentimentais a objetos materiais.

Será que precisamos de tanto para viver? Acho que não, podemos viver bem e com conforto sem tanto excesso de bagagem.

Podemos ser mais do que realmente ter, dar valor ao que realmente importa e nos alimenta na vida como: bons sentimentos, atitudes positivas, horas de boa companhia, amizades antigas ou novas, gargalhadas, momentos felizes, reencontros, dias de sol,….

Enfim, são tantos valores imateriais e sentimentais, que se cada pessoa me falasse um, a lista não acabaria. Porque sentimento é subjetivo e toca cada pessoa de maneira diferente e especial. Este excesso de bagagem sim é o que vale a pena carregar. Não é simplesmente mais um peso extra, mas sim o que carregamos de bom, útil e necessário dessa vida, o que nos mantém vivos, nos motiva e nos faz sempre renascer.

O mais importante é, aos poucos, largar, ao longo do caminho, aquele excesso de bagagem inútil, que só nos deixa mais pesados. E carregar somente o excesso de peso bom, que realmente nos deixa mais leves.

LKV

(*este texto já foi publicado aqui no blog)
fotos:reprodução/Pixabay