padrão a ser quebrado!

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Muito se fala hoje em dia sobre estar dentro dos padrões que a sociedade impõe. Mas que padrão é esse? Está certo ou errado, quem o estabeleceu, por que ele está aí? Será mesmo que o padrão precisa ser seguido? Afinal de contas, o gado é que segue a sua manada…

Todos os habitantes do planeta Terra fazem parte do mesmo rebanho? Essa resposta é para ser facilmente respondida, mas tem um “porém”, ou alguns. A sociedade sempre seguiu alguns padrões, seja de beleza, ou de comportamento, ou de educação, ou de moral. Enfim, sempre foram ditadas algumas regras para o bom convívio em grupo. Ok, tudo certo, afinal é necessário estabelecer algumas regras para que a sociedade possa interagir de uma maneira saudável, com respeito, com educação e com tolerância.

Quando se fala em beleza, o assunto muda de figura, literalmente. Já se evoluiu um pouco, mas ao longo do tempo sempre houve um padrão que era dominante. Quem nunca viu uma pintura antiga com uma musa rechonchudinha?

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As Três Graças/Rubens/século XVII

O padrão foi se alterando ao passar dos séculos, mas sempre teve um tipo de preferência.

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Marilyn Monroe/década 50

Hoje, este padrão está cada vez mais rígido, difícil de ser alcançado. Representado por um pequeno número de mulheres da população mundial. Uma pesquisa aponta que sete em cada dez mulheres brasileiras sentem a pressão para ser bonita.

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Kate Moss/década 90

fora do padrão?

“*Para a mídia, mulheres que estão no padrão de beleza possuem pelo menos 95% das características abaixo:
pele clara;
entre 18 e 35 anos;
cabelos lisos ou cachos bem definidos, mas nunca crespos;
se solteiras, que seja por pouco tempo, pois casar é imprescindível;
se casadas, que tenham filhos e que já estejam magras depois do parto;
ricas com renda própria ou advinda do companheiro;
magras (não precisava nem falar isso);
malham 5 vezes por semana;
comem comida fit;
não bebem, ou só bebem champagne;
estão sempre sorrindo;
têm um cachorro ou um gato;
têm instagram, snap, face e postam fotos todos os dias, de tudo o que fazem;
são discretas (?) e…
heterossexuais.”
*Fonte:http://www.crisguerra.com.br/2017/06/26/voce-e-fora-do-padrao-e-nem-sabia/

Mas quem se enquadra em todas essas características? A grande maioria da população feminina brasileira é bem diferente. Não faz parte da realidade. Isto tem gerado sérios problemas de aceitação, inclusão, autoestima, distúrbios alimentares… Entre tantos outros. Esse padrão precisa ser mudado! Para representar a nossa verdade e se enquadrar dentro da nossa diversidade. Que é a palavra mais certa para definir a população brasileira.

Diversidade

Tantas são as nossas cores, nossos biótipos, cabelos, corpos…Um só padrão não nos representa.

É uma luta que está começando a ser percebida. Quem tem que mudar este cenário é quem consome. Porque a partir do momento que se adquire marcas que respeitam as singularidades de cada pessoa, o jogo pode virar.

E, já existem marcas que estão investindo nesta pluralidade. Criando campanhas que abrangem tipos diferentes beleza, respeitando formas, cores, cabelos. As pessoas precisam se sentir representadas por uma imagem que se assemelhe a elas. Precisam encontrar produtos que são úteis e tenham uma função real. Precisam de roupas que sirvam.

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Campanha Dove

Esse padrão quer pasteurizar as pessoas, deixar todas com a mesma aparência, como bonecos. Produção em série. Ter que ter uma determinada altura, um certo peso, um tipo de cabelo. Pertencer a um grupo! E se for diferente, não serve? Não!

A realidade é bem o contrário. Mulheres comuns, que batalham pela sobrevivência diária, não se encaixam dentro deste padrão que não nos pertence.

A função da mídia não é só vender! É também ter uma visão do bem estar coletivo. Onde a sociedade se sinta representada e satisfeita com aquilo que deseja consumir.

Essa mudança de conceito pode começar pela valorização das diferenças de cada ser humano e por uma nova atitude de comportamento.

Acreditar que cada pessoa tem o seu valor, cada beleza tem a sua graça e que o melhor da vida e conviver com as diferenças.

LKV

fotos:reprodução/internet

redefinindo-se

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Hoje existe uma crescente de mulheres que estão tendo orgulho de ser aquilo que são. Acredita? Isto não deveria ser algo moderno, mas na atual sociedade em que vivemos pode crer que é uma tendência. Por incrível que pareça isto traduz a atual condição feminina. Não estou me referindo ao exclusivo universo da moda, porém num âmbito geral, incluindo todas as facetas femininas. Falo pelo universo feminino porque é aonde brota mais este tipo de questão.

A mulher está aprendendo a estar de bem consigo mesma, a se achar linda como ela realmente é, sem artifícios. Se olharmos um pouco para a história da moda, podemos ver que durante anos fomos vítimas de um padrão, dependendo da época ou da década, estávamos tentando sempre pertencer a um determinado esteriótipo. Não que este comportamento tenha acabado por completo, ainda existe muitas mulheres que querem ser o que não são.

O que quero dizer é que existe um movimento de autodefinição do padrão de beleza. Ou seja, aceitar as diferenças e usar ao seu favor, acreditar na realidade pessoal e saber aproveitar os benefícios que cada um possui. Empoderar-se da sua condição, do seu padrão, da sua própria característica. Tornando-a bela. Sem precisar ficar toda malhada, siliconada, alisada, pintada ou platinada!

Existe muito mais do que isso em toda mulher. Obviamente que sendo parcialmente feminista, e mulher, acredito no valor que cada uma faz de si mesma. Já está mais do que comprovado, a capacidade feminina, em todas as áreas nas quais opera. Aprendendo a conviver com as diferenças naturais que existem no mundo, o que é fascinante. Tornar-se senhora de si, e saber tirar proveito do que é natural, nada mais forte do que crer neste poder.

imagem:reprodução

LKV