crônica, inspiração

conheça HYGGE, o lifestyle do momento que vem ganhando adeptos no mundo todo

how-to-live-hygge-lifestyle-bed-guru (5).jpgJá ouviu falar em hygge? Este é um conceito dinamarquês, que assim como a nossa palavra “saudade”, não existe uma única tradução similar em outras línguas. Por isto é subjetivo, um estilo de vida singular do povo da Dinamarca.

Hygge pode ser definido como aquilo que traz uma sensação de bem estar, aconchego, conforto ou felicidade. Este, é um dos motivos pelo qual ele vem sendo cada vez mais espalhado pelo mundo afora, e, também porque a Dinamarca é conhecida como um dos países mais feliz do mundo.

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Baseado num conceito de vida simples, onde o que importa são as pequenas coisas do dia a dia; como um café quentinho com biscoitos caseiros, o aconchego de cobertas macias ao assistir um filme, ou um jantar à luz de velas. Tudo o que valoriza pequenos gestos de delicadeza, carinho e gentileza.

Na Dinamarca não há muitas privações forçadas. O que se tenta é ser generoso consigo mesmo e com os demais. Os dinamarqueses não bebem ou comem em excesso e depois cortam tudo. Nem fazem dietas ‘ioiô’.”

Helen Russell, autora de um livro sobre o tema.

Dê uma olhada nas imagens abaixo

E entenda melhor o significado do estilo hygge de viver a vida, seja na decoração da casa ou na moda da roupa, enfim no lifestyle.

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Embora tenha surgido em um país de clima frio, onde as pessoas passam mais tempo dentro de casa curtindo horas ociosas, confortáveis e felizes, este estilo está se disseminando pelo mundo.

O hygge é tema de um blog, Hello Hygge por Kayleigh Tanner, de uma loja online de papéis de parede e de uma padaria em Los Angeles que vende pães típicos dinamarqueses. Ou seja, está aparecendo em muitos lugares

Mas dá pra entrar na mesma vibe mesmo com o calor dos trópicos?

Basta adaptar o hygge à nós. É aprender a valorizar pequenos prazeres do cotidiano que muitas vezes nos passam despercebidos, e fazer mais coisas agradáveis e aprazíveis; como receber amigos em casa para um bom papo, arranjar tempo de qualidade e cuidar de si mesmo, ou se satisfazer ao redor de uma mesa farta de boa comida, boa bebida e boa companhia… A escolha é sua!

O conceito é subjetivo e pode ser adaptado ao que você acredita que é felicidade. O mais importante é ser livre de conceitos estabelecidos, viver de uma maneira mais leve e superar as culpas infundadas. Buscar a plenitude.

LKV

fotos:reprodução
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crônica

estamos no caminho certo?

Vivemos tempos de transformações. Estamos em busca de algo mais concreto para preencher o vazio que corrompe a nossa felicidade. Não se trata de um texto de autoajuda, mas de um questionamento. Do entendimento do comportamento coletivo. Será que conseguimos chegar aonde desejávamos?

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by patmikemckane

O século XX foi marcado por grandes feitos da humanidade, sem dúvidas, evoluímos muito em todas as áreas. Principalmente no que diz respeito ao conhecimento científico. Vivemos em um mundo altamente digital. Embora ainda existam milhões de pessoas que morrem de fome todos os dias. O que faz pensar: estamos no caminho certo?

A partir da década de 60, do século passado, houve um alto índice de migração da zona rural para a área urbana. O êxodo rural trouxe as pessoas à procura de uma vida melhor e mais qualificada para as grandes cidades. Com o passar dos anos e todo o progresso que vivemos, escolhemos viver uma vida caótica nos grandes centros urbanos. Trabalhamos horas para ganhar mais, para dar uma vida melhor para os nossos filhos. Compramos casas e carros financiados a longo prazo. Criamos lugares especializados na venda de quase tudo. Estamos sempre consumindo alguma coisa. Tentando ter mais para sermos mais felizes. Será? Conseguimos chegar lá, ou está faltando algo a mais? O que realmente encontramos quando nos deparamos com o que existe de mais profundo dentro de nós?

A felicidade plástica que é exibida nas redes sociais não está no nosso íntimo. A vida virtual esconde graves problemas sociais e emocionais que acontece no mundo inteiro. Tragédias humanas provocadas por nós mesmos. Em todos os cantos vemos infortúnios acontecendo.

Para aliviar, escolhemos fugir. Em busca do paraíso.

Mas, agora esta opção está se tornando uma realidade. Já existe um considerável número de pessoas almejando viver uma vida mais simples. Uma demanda contrária ao que já vivemos, um êxodo urbano. Um movimento contrário. Ainda pequeno, porém com uma consciência que tenta contagiar pela pura e simples felicidade. Ter tempo de verdade para o que realmente importa na vida. Agradar a si mesmo e aos que estão ao seu redor. Viver plenamente. Simplesmente. Sem tantos excessos.

Com certeza não podemos viver mais sem um wi-fi, mas é óbvio que a tecnologia está aí para ajudar, principalmente, na interação com as pessoas, e por exemplo, na área profissional. Este amparo serve para contribuir.

Muitas pessoas estão se mudando para lugares menores, cidades no campo, balneários, locais na serra, eco comunidades. Lugares não faltam! A necessidade do convívio com a natureza traz o preenchimento do que estava faltando. O ser humano se sente realizado. Na verdade é a caça da sua essência. A essência que está latente dentro de nós, a mais pura, original, selvagem.

A resposta para todas as nossas questões, talvez seja difícil encontrar, o caminho deve ser por aí. Reconectar-se. Encontrar através do meio ambiente a nossa própria raiz. Completar o deserto interior com a imensidão que o universo nos proporciona diariamente.

LKV

fotos: Pixabay
*(este texto já foi publicado aqui no blog)
crônica, moda

qual o seu sonho de consumo?

download (1)Esta ainda continua sendo uma pergunta frequente entre muitos de nós. São tantos sonhos: uma casa, um carro, uma joia, uma roupa de grife, uma viagem perfeita. Temos a necessidade de sonhar com alguma coisa para comprar. Comprar um sonho, que se materializa quando se torna palpável, sonho realizado traz felicidade, ser feliz momentaneamente e sonhar com mais alguma coisa para consumir. Ei pera aí, mas felicidade também se compra? Aonde? Em uma loja ou em uma farmácia?

Ao que parece, a felicidade é um produto intangível. A sociedade acredita que podemos sempre consumir felicidade em pequenas doses, com coisas e coisinhas a serem compradas. E conseguimos chegar aonde chegamos. Uma sociedade excessivamente consumista que foi adestrada para consumir, consumir, consumir e que através deste padrão seria feliz.

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Mas a realidade é bem diferente do sonho que nos foi vendido.

O mundo atual não suporta mais tanto excesso, tanta produção industrial, tanto lixo fabricado. Estamos em colapso. Existe a necessidade urgente de uma mudança de comportamento. Por quê? Para sobrevivermos em um futuro próximo. Menos é mais passou a ser a tendência da vez.

Uma das grandes colaboradoras deste processo consumista é a indústria da moda. A fada-madrinha que pode transformar sonho em realidade. Uma efêmera usina de criações mirabolantes na qual o mais importante é o consumo imediato e desnecessário. Criadora da ilusão do glamour e do luxo como fonte de desejo da maioria dos mortais que querem ser incluídos e ter status.

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Ainda sob essa visão antiquada, a indústria fashion consegue arrebatar milhões de pessoas no mundo, tendo como protagonista o consumismo. A felicidade torna-se possível, acessível e ainda, pode ser dividida no cartão de crédito. A estrela desta moda é o fast fashion, democrática e atualizada, pode ser comprada por qualquer pessoa em qualquer lugar do planeta, o que se desfila nas passarelas mais chiques das marcas mais famosas das cidades mais badaladas do mundo.

images (1)Conhecida pela produção em larga escala, mão de obra altamente explorada (até mesmo escrava), e reprodução do design de grandes estilistas. Também é sinônimo de uma moda descartável, essencialmente acessível, com preços módicos. O que nos leva a um consumo desenfreado. Quem nunca? Quantas vezes já compramos alguma coisa em liquidação sem nunca ter precisado e consequentemente, pior, nunca ter usado. Será que você também não tem alguma peça de fast fashion, novinha ainda com a etiqueta, aí no seu guarda-roupa?

“É uma moda que dura pouco, principalmente na vitrine. A loja se abastece de novidades semanalmente. Trabalham com estoque pequeno e muita diversidade de modelos, criando a sensação de que você precisa comprar a roupa já, porque ela vai acabar. E acaba mesmo.” Enrico Cietta, economista italiano, autor do livro ”a revolução do fast fashion”

Uma moda feita para não sobreviver, para banalizar. Em um pequeno espaço de tempo, um abastecimento de novidades e escalonada de cima para baixo, ou seja, reprodução de grandes marcas. Roupa sem um contexto.

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Mas a moda já nos ensinou que é um movimento que vem das ruas, não o contrário.

E nesta onda cresce o slow fashion, sinônimo de escolhas conscientes, avessa aos excessos. Este novo conceito surge como um alento para quem já tem uma percepção diferenciada de comportamento, uma nova mentalidade e cria uma perspectiva positiva em relação ao futuro. O significado é o contrário do que praticamos, ou seja, diminuir o consumo, evitar demasias, desacelerar o ritmo.

A intenção é fazer melhores escolhas! Ter um ponto de vista diferenciado sob a indústria da moda; onde a integridade do meio ambiente esteja garantida, onde se construa uma relação mais justa com a parcela que executa a produção, onde se possa ter um olhar para o “local”, e onde se possa ter a geração de novas alternativas de consumo.

O objetivo é transmutar o raciocínio, despertar a consciência para o novo. Ter o conhecimento dos impactos negativos que o consumismo gera para o planeta. Ter a percepção, de que, quem compra também tem responsabilidade por aquilo que consome. Ter um consumo objetivo e reduzido.

Impossível? Com certeza não!

Existem profissionais criativos que acreditam nesta nova plataforma e agem de acordo com o slow fashion. Aqui no Brasil e fora dele, há muitos exemplos e nomes de respeito a serem seguidos.

“Buy less, choose well, make it last.” Vivienne Westwood

A inclinação do comportamento coletivo é o de começar a repensar seus atos consumistas; seu compromisso com a origem de um produto, durabilidade e descarte; sua necessidade de possuir o que realmente precisa; e sua capacidade de restaurar algo já utilizado. A partir desse novo raciocínio surge uma nova fonte de pensamentos de uma sociedade que quer fazer algo novo e diferente do que tem sido feito.

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Parece algo difícil de imaginar, mas pequenos e importantes grupos estão começando a realizar suas criações de um modo sustentável e menos nocivo. Percebendo essas movimentações o mercado terá que se adaptar ao novo. O consumidor é quem vai estabelecer esses novos padrões, a partir do momento que informar-se, reivindicar uma cadeia produtiva socialmente justa e sustentável, e só então partir para a aquisição de um produto. Valorizar o local também faz parte deste contexto, através de uma produção menos acelerada, sem a necessidade de ultrapassar limites, pode-se produzir em menor escala com uma maior durabilidade. Este é o caminho a ser trilhado.

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Podemos acreditar que num futuro próximo vamos consumir menos e nos conscientizar de que a felicidade não está à venda! E lembrarmos constrangidos do que um dia já causamos contra nós mesmos.

LKV

fotos:reprodução