crônica, moda

moda e tecnologia uma realidade a ser alcançada

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Quando se pensa em tecnologia na moda o que logo vem à cabeça são cenários futuristas, roupas inteligentes e interativas, ou o figurino de alguns filmes clássicos de ficção que bateram recorde de bilheteria.

Porém, nada de concreto. Afinal, o que se pode esperar de inovação tecnológica na indústria da moda no século XXI, hoje, onde o futuro já chegou.

Impressão 3D

Existe um grande mercado pesquisando por novas soluções e roupas que possam ser práticas e ajudar no dia a dia. Uma das grandes revoluções, que também está revolucionando outros mercados, é a impressão 3D.

Na indústria da moda a impressão 3D começou com acessórios e peças conceituais, mas já tem designer pensando além.

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A estilista Danit Peleg, já tinha criado peças em impressora 3D para a sua formatura, agora ela lançou uma jaqueta bomber, elaborada em um material de borracha especial com forro de tecido. A peça pode ser feita, cor e tamanho, de acordo com a preferência do cliente. Mas o custo ainda é alto, U$ 1500, isto por causa do tempo de produção e dos materiais usados na elaboração da peça.

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A designer Maria Alejandra Mora-Sanchez, também criou um vestido em tecido plástico expansível inspirado no desenho do origami. Como o design é geométrico e vazado, o vestido também é adaptável, expansível, flexível e o mais importante: usável.

Tecidos tecnológicos

No quesito dos tecidos, já existentes, inovações também estão sendo feitas. Como tecidos que expandem, mudam de cor, repelem a água e muito mais.

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O designer, Ryan Mario Yasin, criou roupas infantis que expandem de acordo com crescimento da criança. Com experiência em engenharia aeronáutica ele pesquisou e chegou ao formato de dobradura para desenvolver as peças, que são à prova d’água e vento. “A estrutura deforma de acordo com os movimentos da criança, expandindo e contraindo em sincronia com o corpo”, explicou Ryan em entrevista ao Dezeen.

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Pesquisadores da Universidade Deakin, na Austrália, também estão estudando essas novas tecnologias. Neste caso, a pesquisa é com tecidos repelentes à água e auto-cura. A partir de uma tela super repelente a água, feita com nanopolímeros com propriedades de auto-reparação, ou seja, mesmo sendo danificada a peça pode se reformular.

Na área de roupas esportivas o desenvolvimento é grande. Além de confortáveis as peças são multifuncionais. Um exemplo, é a start up indiana que criou uma camiseta com LED’s embutidos, que ligada a um smartphone também monitora as atividades físicas.

Design minimalista e Freegender

O futuro em que vivemos é mais simples e objetivo. Apesar de muitas inovações e pesquisas sendo realizadas, essas tecnologias ainda não estão à disposição de todos e ainda vão demorar para ser acessíveis ao grande público.

Hoje, o que se move na contramão do poder consumista da indústria da moda é o minimalismo. Principalmente no estilo de vida das pessoas. Viver uma vida sem tantos excessos, com um consumo mais consciente e com uma preocupação com os danos ambientais.

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Por isso, o design minimalista e a moda freegender, ou seja, sem gênero definido, são a nossa realidade atual. Vão de encontro à um pensamento que une uma moda durável com a liberdade de um estilo próprio. Sem a necessidade de um consumo desenfreado, mão de obra escrava, design repetitivo com muitas cópias e materiais de baixa qualidade.

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O futuro próximo surge com a necessidade de bem estar coletivo. E a moda responde com um design clean e uma maior liberdade de expressão.

O futuro se aproxima e a moda tem que alcançá-lo!

LKV

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#WTF? : headpieces, bem diferentes!

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A designer Vanessa Moe criou headpieces inusitados para a sua coleção exibida na Mercedes Benz Fashion Week Australia 2015.

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Feitos em plástico e bem translúcidos davam a sensação de que era água escorrendo na cabeça das modelos.

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Os headpieces water-like foram criados de maneira singular, cada peça foi moldada à mão, conferindo a cada acessório um caráter próprio. Como na natureza, não existem dois iguais.

Além disso, ela também criou braceletes e gargantilhas usando a mesma ideia.

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Acessórios inusitados, com design diferenciado e material bem simples. Não é legal?

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#WTF? : designed by Rei Kawakubo

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Desfile outono/inverno 2017/2018 de Rei Kawakubo para Comme des Garçons – O futuro da silhueta, com estruturas e modelagens muito diferentes do usual, parecem mais esculturas, só que para usar!

Rei Kawakubo é uma renomada estilista japonesa. Conhecida pelo seu estilo de vanguarda. Inovadora e sem limites para criar formas inusitadas. Não se curva à indústria da moda. É livre! E deixa isto bem claro em suas ousadas criações.

“Todos os tipos de formas de expressão estão se espalhando por todo o lugar, a informação está transbordando, e é cada vez mais difícil ficar entusiasmado com qualquer coisa. A fim de ser estimulado ou sensibilizado no futuro, provavelmente teremos que ir ao espaço e olhar para o nosso mundo de lá”. – Rei Kawakubo

Para criticá-la é necessário conhecer a fundo o seu trabalho conceitual e extremamente autoral. Bem sucedida com a sua própria marca a “Comme des garçons”, ela não segue as tendências, é provocativa e desconstrói a estética predominante.

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Rei Kawakubo

Quer conhecer mais do trabalho desta fashion designer tão genial? Clique aqui e saiba mais de uma maneira bem fácil!

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#WTF? : vestido ou arbusto?

O que você acha?

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Este modelo bizarro é de Agatha Ruiz De La Prada, Semana de Moda de Milão, Outono 2009.

É difícil de entender este look, mas parece ser um vestido, sem abertura para os braços ou mangas, em uma modelagem arredondada, e muita textura. Em uma cor de gosto duvidoso!

Fora do contexto é pior ainda tentar adivinhar qual a intenção da designer. Dentro do desfile, na passarela com a coleção inteira, talvez seja mais fácil compreender a história que ela desejava contar. E qual tinha sido a sua ideia inicial de conceito.

Mas se é fashion e tem design, merece estar aqui, pela criatividade!

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#WTF? : sapato para não usar!

Você já se deparou com um sapato como este por aí?

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Com um salto como este fica difícil andar em qualquer lugar. Até mesmo em uma passarela.

Já vi muitos sapatos diferentes, esquisitos, bizarros, feios ou com design muito futurista e sofisticado. Mas com todos é possível dar uma voltinha!

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De qualquer maneira, mesmo sendo inusitado, este sapato tem design. Fashion design! E por isso está aqui, para mostrar que a criatividade é ilimitada.

A Lady Gaga ia amar!

Só não posso dar créditos ao autor pois não consegui achar em lugar nenhum quem foi o designer. Mesmo em outros sites, em que vi a mesma foto, nenhum deles cita uma fonte.

Se alguém souber, diz aí!

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a revolução cultural que mudou o cenário do fashion design

Os anos 60 trouxeram muitas transformações que mexeram com o comportamento da juventude, entre elas, a maneira de se vestir e de como consumir. Transgressora e inovadora a moda eclodia das ruas.

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Prenúncio do movimento hippie, o início da década de 60, começava com a geração beat, a discussão dos valores morais e o modo de consumo da sociedade. Contracultura passou a ser referência para a juventude. A palavra de ordem era transgredir, e se diferenciar era o objetivo.

Para os jovens o visual e o estilo foram a maneira de se expressar. Não havia uma moda a ser seguida, quanto mais irreverente a maneira de se vestir melhor. O street style nasceu dali, dos movimentos que estavam surgindo e dos guetos que estavam se formando. Não havia mais uma única moda a ser seguida, a ditadura do “new look” foi quebrada, não existia mais a maneira correta de se vestir. A moda era não estar na moda, era ser diferente, chocar!

Foi o início de um mercado inexistente até então, o da moda jovem. Aquele design de moda derivado de uma moda mais antiquada, dedicada aos mais velhos, tinha perdido o sentido.

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O legado mais importante da moda nascido nos 60’s foi, sem dúvida nenhuma, a minissaia. Atribuída à inglesa Mary Quant e também ao francês André Courrèges, a criação da minissaia foi mais do que de uma única pessoa ou estilista. Ela veio dos movimentos das ruas, foi inventada pelas garotas que queriam modernizar seus uniformes.

Também surgiu nesse momento de ebulição criativa, a moda unissex, que trouxe liberdade para o tradicional modo de vestir, igualdade entre homens e mulheres e conforto.

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A década foi de grande importância para o mundo do fashion design. Grandes nomes nasceram naquele momento que democratizou a moda. Jovens estilistas começaram a aparecer. As boutiques, pequenas e charmosas, lançavam a moda do circuito alternativo dos jovens criadores e criativos. “Biba” era o nome da mais famosa boutique independente da época, que foi frequentada por famosos e anônimos. Era a tradução do swinging London, termo que representava a liberdade e a modernidade dos novos costumes e a agitação cultural que Londres vivia.

O final dos anos 60 ainda trouxe “Woodstock Music and Art Fair”, o festival de música mais famoso do século passado, que marcou toda uma geração.

Beatles, Jovem Guarda, Godard, Glauber Rocha, Andy Warhol, Mutantes, black power, pop art, women’s lib….Tantas foram as manifestações culturais que marcaram esta fase que até hoje ainda são lembradas e servem de referência para muitos artistas.

A moda também faz releituras que modernizam uma época que insiste em sair do passado.

LKV

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crônica, inspiração, moda

conheça um pouquinho da trajetória de Jum Nakao

Jum Nakao vai muito além do fashion design.

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Um nome que marcou a moda brasileira e que invadiu o cenário das artes plásticas, Jum Nakao, pode ser considerado um designer brasileiro de sucesso no mundo todo.

Radicado em São Paulo e neto de japoneses, de onde nasceu a origem de seu nome, Jum imprime a sua personalidade forte em todos os seus trabalhos.

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O ano: 2004, o lugar: São Paulo, o evento: São Paulo Fashion Week.

Neste momento, que já está no passado da moda brasileira, Jum Nakao escreveu de vez o seu nome no consagrado e seleto mundo dos designers.

Com o desfile “A Costura do Invisível”, fez história quando levou às passarelas modelos vestidas com roupas de papel, isso mesmo, papel vegetal em diferentes gramaturas; e completando o look, maquiagem e perucas do tipo playmobil. Foi sensacional, recebeu o título de desfile da década.

O trabalho era minucioso e foi modelado no próprio corpo das modelos da maneira oriental, ou seja, perfeita. Os detalhes simulavam rendas e brocados, através do trabalho manual elaborados nos relevos do papel.

Ao final do desfile, as modelos rasgavam os papéis, simbolizando, de um modo palpável, a efemeridade da moda. Foi o ápice, inesperado, e um desapego jamais demonstrado antes. Criador destruindo a criação!

Depois disso, Jum poderia não ter produzido nada tão fantástico quanto àquele evento único. Ao contrário, são dezenas de trabalhos importantes, que, cada vez mais, o consagraram como designer reconhecido internacionalmente.

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Um dos seus últimos trabalhos, uma instalação num shopping, Jum criou uma instalação lúdica e futurista, onde as pessoas podiam interagir, transcrevendo seus desejos para serem enviados através de balões.

Estar naquele local e interagir com aquela instalação significava entrar num outro mundo, o mundo dos sonhos. Quem teve a oportunidade de passar por lá, podia sentir-se assim, toda a atmosfera contribuía.

Jum Nakao, um designer, um artista, um nome que representa a força e a sensibilidade em prol de uma identidade.

LKV

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a liberdade que uma época criativa ainda inspira nos dias atuais

O design de moda até hoje busca inspiração e referência num dos períodos mais marcantes, principalmente, no que se refere à mudança e a ruptura de paradigmas sociais e comportamentais do sexo feminino.

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Com o fim da Primeira Guerra Mundial em 1918, os anos 20 chegaram para abalar as estruturas da sociedade que ainda fazia grandes distinções entre homens e mulheres. Considerado os anos loucos, toda a década de 20 foi bem vivida pelas pessoas, que queriam mais é se deleitar na vida noturna, no Charleston, no jazz, nos cinematógrafos, na arte de Pablo Picasso e Salvador Dalí ou na abundância que a nova vida oferecia. Enfim, tudo que podia ser prazeroso. E todos queriam mais é aproveitar a vida e resgatar certa leveza, depois dos anos difíceis que uma guerra pode proporcionar.

Foi um período de muita prosperidade, de crescimento industrial e reurbanização das cidades. O desejo era o de reconstruir tudo, além de obras arquitetônicas e de engenharia, a ideia era a de reestruturar também uma nova sociedade, deixando de lado velhos comportamentos e hábitos antiquados.

Paris era o centro do mundo, tudo que acontecia lá servia de referência. Ditava moda.

A principal mudança foi a feminina, que queria tudo o que estava ao seu alcance e muito mais, toda a liberdade possível. Foi o início da emancipação da mulher, que passou a frequentar lugares públicos sem a necessidade de estar acompanhada, principalmente ao anoitecer.

Com toda essa mudança de comportamento, o reflexo foi nas roupas, nos cabelos e na maquiagem. Em plena fase da art déco, a moda também seguiu o mesmo design. O visual era mais leve, elegante, reto e tubular. Sem realçar formas, o ideal era ter seios e quadris pequenos e a sensualidade estava nos tornozelos à mostra. Na cabeça o chapéu era o cloche, usado com cabelos curtos à la garçonne. Quem mais brilhou nessa época foi a estilista Coco Chanel.

O que tudo isso tem a ver com o design que conhecemos? A liberdade é o maior legado. Para o design de moda principalmente. A necessidade de tecidos mais leves e fluidos, formas mais retas e ao mesmo tempo sensuais, roupas mais práticas e fáceis de usar sem perder a feminilidade. Além disso, já foram feitas muitas releituras dos anos 20 pelos designers de moda atuais. E deram muito certo.

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Em 2012, Prada, Gucci e Alberta Ferreti fizeram releituras deste período e referências da art decó no design das suas badaladas roupas. Na refilmagem de Great Gatsby, em 2013, Catherine Martin levou o Oscar de melhor figurino. O filme, passado na década de 20, pode contar com a preciosa ajuda de Miuccia Prada para a criação dos seus figurinos. Muito bem elaborados e com detalhes primorosos, o design das roupas e dos acessórios fizeram sucesso entre as fashionistas. E, como consequência, vários designers de moda também produziram coleções inspiradas nos anos 20, que virou uma tendência de moda.

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Não dá pra duvidar a importância que o passado tem na nossa história atual. Grandes designers de moda procuram inspiração e absorvem as influências de épocas de grande efervescência cultural.

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it bag, a bolsa desejo de toda fashionista

“It bag” é uma bolsa de luxo. Um item que provoca desejo. Só as grandes grifes produzem it bags… Obviamente que elas são copiadas pelo mundo todo, e assim, podem chegar até nós, simples mortais!

As tendências de bolsas para 2018 já estão pipocando por aí, principalmente lá fora. Elas estão menores e mais estruturadas, mas de qualquer maneira existem milhares de modelos diferentes, divididas em tantas marcas de moda.

Fiz uma seleção daquilo que acredito é o que vai dar show! E também do que já está nas ruas em looks street style.

Nas passarelas internacionais:

E nas ruas com as ousadas:

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o futuro da moda é neutro?

Com o conceito de gênero neutro cada vez mais em alta, cresce também o espaço para um mercado novo para o design de moda. A tendência apareceu de diversas formas, desde 2015, e com ícones do fashion design mundial. Mas não se trata apenas de uma aposta, e sim, de incontestável realidade que veio pra ficar.

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Selfridges

A palavra unissex não é mais a única a designar unidade para ambos os gêneros. Agora a palavra do momento é ser neutro. Gênero neutro. Freegender. Gênero fluido. A discussão sobre a questão do gênero vem dominando as novas gerações que não querem mais ser rotuladas, querem ser o que desejarem ser em um determinado momento, flutuando entre seus próprios conceitos, e viver com a liberdade de escolha constante, sem preconceitos. O binário homem/mulher, masculino/feminino está sendo questionado e desconstruído.

Refletindo o comportamento da sociedade a moda também encara toda transformação como uma grande novidade. Não só pelo fato de ser precursora, mas, principalmente para atender a demanda de um mercado em ascensão. E com grande potencial consumidor.

A britânica loja de departamentos Selfridges criou um ambiente agender, onde o cliente poderia escolher entre diversas opções, sem importar se fosse homem ou mulher. As peças estavam envolvidas em capas brancas, como uma tela sem pintura, à espera de uma identidade própria e demonstrando que o mais importante é o design de moda.

Não se trata apenas de uma básica moda unissex. Vamos mais além! Na contra mão do hiperconsumismo a ideia, também, é a de valorizar o design. Optar por uma moda mais clássica, neutra, livre de estereótipos, e com um design minimalista e sofisticado.

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Gucci

Na vanguarda do fashion design, estilistas como Rick Owens e Martin Margiela, são grandes criadores de uma moda freegender, tentando refletir sobre a posição do homem pós-moderno na sociedade e a sua identidade. A Gucci também exibiu garotas no desfile, das últimas temporadas, das suas coleções masculinas, mostrando o mesmo conceito para ambos os gêneros.

Uma nova moda para um novo consumidor. Um design mais durável para um consumo mais consciente. Roupas em transfiguração para uma geração sem rótulos. O fashion que vai além do design e que representa ideias. Um consumidor que quer fazer parte de um movimento. A diversidade encarnada através de um design contemporâneo. A moda do gênero neutro traz um novo rumo para o fashion design.

fotos: reprodução

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*(este texto já foi publicado aqui no blog)
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por um olhar mais complacente sobre o fashion design

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Pode-se pensar que o design de moda é um simples acessório. Respeitável engano. O fashion design é mais importante do que pensam as mais simples cabeças que escolhem qualquer roupinha básica para sair de casa todos os dias.

A maioria das pessoas tem uma visão um tanto quanto crítica e ácida sobre o design de moda. Aqui ou lá fora, tanto faz, parece sempre que a moda lida com coisas banais, fúteis e superficiais. Não é para assumir uma postura parcial diante do assunto, nem pra defender um ponto de vista, mas para tentar abrir a mente de pessoas que tem a capacidade e inteligência de enxergar o fashion design além do fast fashion, das grandes maisons, da enxurrada de coleções anuais, ou das simples modinhas.

Lógico que a indústria da moda é poderosa no mundo todo, move bilhões de dólares, de pessoas e de interesses, para estar de pé. Nem sempre de uma maneira politicamente correta, assim como todas as outras indústrias; como a automobilística, de alimentos, a farmacêutica, ou de tecnologia. Ok, tirando o lado prático, vamos ao que interessa!

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Ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, o design de moda “ditado” pelas grandes grifes, vem das ruas. Sim, isso mesmo! Trata-se de um estudo de comportamento e de tendências, que são realizados através de bureau de tendências e pessoas que captam o inconsciente coletivo. Através do estudo do comportamento humano, do que está se falando, sentindo, comendo, visualizando, ouvindo ou fazendo, pesquisadores espalhados pelo mundo tem o poder de abrir suas anteninhas para captar e processar o que vamos querer para o futuro. Que cores serão mais escolhidas, quais acessórios serão mais usados e que roupas serão mais desejadas. Ou seja, de maneira geral, tudo que está ligado ao fashion design vem da nossa própria vontade. De uma intenção latente que existe em nós mesmos e que ainda nem sonhamos em descobrir.

O fashion design é inerente ao sentimento de cada pessoa, por isso é subjetivo e se apresenta de maneira diferenciada em cada um de nós. O que não se pode fazer é ignorar que se trata da representação daquilo que exprime a essência do anseio das pessoas.

Pode estar certo de que ao fazer a opção de um determinado design de moda, escolhe-se também pela própria satisfação e mais do que tudo pelo próprio prazer.

fotos:Pixabay

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