moda

desapego total

Li esta matéria no UOL e resolvi compartilhar porque achei o máximo! Uma designer de moda que decidiu desapegar do seu closet e viver com apenas o que cabe em uma cômoda. Menos é mais! Sou a favor de manter um guarda-roupa enxuto e ter aquilo que realmente se usa, fica bem mais fácil de organizar e compor looks diferentes com as mesmas peças, sem enjoar. Evita o consumismo desnecessário. Mas o que essa designer conseguiu é inacreditável! Vale a pena a leitura. Confira o texto na íntegra clicando aqui. Quem sabe um dia a gente chega lá…

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crônica, moda

a década de 20 e a sua liberdade criativa

O design de moda até hoje busca inspiração e referência num dos períodos mais marcantes, principalmente, no que se refere à mudança e a ruptura de paradigmas sociais e comportamentais do sexo feminino.

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Com o fim da Primeira Guerra Mundial em 1918, os anos 20 chegaram para abalar as estruturas da sociedade que ainda fazia grandes distinções entre homens e mulheres. Considerado os anos loucos, toda a década de 20 foi bem vivida pelas pessoas, que queriam mais é se deleitar na vida noturna, no Charleston, no jazz, nos cinematógrafos, na arte de Pablo Picasso e Salvador Dalí ou na abundância que a nova vida oferecia. Enfim, tudo que podia ser prazeroso. E todos queriam mais é aproveitar a vida e resgatar certa leveza, depois dos anos difíceis que uma guerra pode proporcionar.

Foi um período de muita prosperidade, de crescimento industrial e reurbanização das cidades. O desejo era o de reconstruir tudo, além de obras arquitetônicas e de engenharia, a ideia era a de reestruturar também uma nova sociedade, deixando de lado velhos comportamentos e hábitos antiquados.

Paris era o centro do mundo, tudo que acontecia lá servia de referência. Ditava moda.

A principal mudança foi a feminina, que queria tudo o que estava ao seu alcance e muito mais, toda a liberdade possível. Foi o início da emancipação da mulher, que passou a frequentar lugares públicos sem a necessidade de estar acompanhada, principalmente ao anoitecer.

Com toda essa mudança de comportamento, o reflexo foi nas roupas, nos cabelos e na maquiagem. Em plena fase da art déco, a moda também seguiu o mesmo design. O visual era mais leve, elegante, reto e tubular. Sem realçar formas, o ideal era ter seios e quadris pequenos e a sensualidade estava nos tornozelos à mostra. Na cabeça o chapéu era o cloche, usado com cabelos curtos à la garçonne. Quem mais brilhou nessa época foi a estilista Coco Chanel.

O que tudo isso tem a ver com o design que conhecemos? A liberdade é o maior legado. Para o design de moda principalmente. A necessidade de tecidos mais leves e fluidos, formas mais retas e ao mesmo tempo sensuais, roupas mais práticas e fáceis de usar sem perder a feminilidade. Além disso, já foram feitas muitas releituras dos anos 20 pelos designers de moda atuais. E deram muito certo.

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Em 2012, Prada, Gucci e Alberta Ferreti fizeram releituras deste período e referências da art decó no design das suas badaladas roupas. Na refilmagem de Great Gatsby, em 2013, Catherine Martin levou o Oscar de melhor figurino. O filme, passado na década de 20, pode contar com a preciosa ajuda de Miuccia Prada para a criação dos seus figurinos. Muito bem elaborados e com detalhes primorosos, o design das roupas e dos acessórios fizeram sucesso entre as fashionistas. E, como consequência, vários designers de moda também produziram coleções inspiradas nos anos 20, que virou uma tendência de moda.

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Não dá pra duvidar a importância que o passado tem na nossa história atual. Grandes designers de moda procuram inspiração e absorvem as influências de épocas de grande efervescência cultural.

fotos:reprodução

LKV

crônica, moda

por um olhar mais complacente sobre o fashion design

by pexels
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Pode-se pensar que o design de moda é um simples acessório. Respeitável engano. O fashion design é mais importante do que pensam as mais simples cabeças que escolhem qualquer roupinha básica para sair de casa todos os dias.

A maioria das pessoas tem uma visão um tanto quanto crítica e ácida sobre o design de moda. Aqui ou lá fora, tanto faz, parece sempre que a moda lida com coisas banais, fúteis e superficiais. Não é para assumir uma postura parcial diante do assunto, nem pra defender um ponto de vista, mas para tentar abrir a mente de pessoas que tem a capacidade e inteligência de enxergar o fashion design além do fast fashion, das grandes maisons, da enxurrada de coleções anuais, ou das simples modinhas.

Lógico que a indústria da moda é poderosa no mundo todo, move bilhões de dólares, de pessoas e de interesses, para estar de pé. Nem sempre de uma maneira politicamente correta, assim como todas as outras indústrias; como a automobilística, de alimentos, a farmacêutica, ou de tecnologia. Ok, tirando o lado prático, vamos ao que interessa!

by geralt
by Geralt

Ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, o design de moda “ditado” pelas grandes grifes, vem das ruas. Sim, isso mesmo! Trata-se de um estudo de comportamento e de tendências, que são realizados através de bureau de tendências e pessoas que captam o inconsciente coletivo. Através do estudo do comportamento humano, do que está se falando, sentindo, comendo, visualizando, ouvindo ou fazendo, pesquisadores espalhados pelo mundo tem o poder de abrir suas anteninhas para captar e processar o que vamos querer para o futuro. Que cores serão mais escolhidas, quais acessórios serão mais usados e que roupas serão mais desejadas. Ou seja, de maneira geral, tudo que está ligado ao fashion design vem da nossa própria vontade. De uma intenção latente que existe em nós mesmos e que ainda nem sonhamos em descobrir.

O fashion design é inerente ao sentimento de cada pessoa, por isso é subjetivo e se apresenta de maneira diferenciada em cada um de nós. O que não se pode fazer é ignorar que se trata da representação daquilo que exprime a essência do anseio das pessoas.

Pode estar certo de que ao fazer a opção de um determinado design de moda, escolhe-se também pela própria satisfação e mais do que tudo pelo próprio prazer.

fotos:Pixabay

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