crônica

salto alto, muito alto, altíssimo: usar ou abandonar?

Kim-Kardashian-Estilo-de-Metal-Super-fino-Salto-Alto-12-cm-L-mina-De-Metal-Apontou.jpg_640x640

Não é de hoje que a polêmica existe. Usar sapatos de salto alto ou não? A questão que deveria ser uma opção das mulheres, muitas vezes, se torna uma obrigação em determinados eventos sociais ou em algumas empresas com características bem formais.

Quando Julia Roberts entrou descalça no tapete vermelho em Cannes conseguiu chamar a atenção do mundo para a causa. Por que as mulheres devem ser obrigadas a usar saltos altíssimos em certo lugares? Formalidade? Etiqueta?

julia-roberts-descalc3a7a-no-tapete-vermelho

Não é mais necessário estar em uma salto agulha para estar elegante. Existem tantas opções hoje em dia que o salto alto pode ser dispensado e mesmo assim continuarmos muito chiques.

olivia-palermo-street-style-20171211111805

A moda é cíclica e já houve alguns momentos em que as mulheres dispensaram os saltos altos. No século 19, quando a mulher começou a exigir direitos iguais, como o direito ao voto, eles foram abandonados.

sapato-salto-baixo-sling-back-flat.jpg

Os saltos altos tem muito a ver com a feminilidade, e sempre foram ligados à mulher e ao lado sexual. Hoje, com o empoderamento feminino e a valorização do feminismo, o salto começa a ficar esquecido. Com o sportswear cada vez mais em alta, uma moda mais casual tomando conta das ruas e camisetas sendo a estrela e mandando recados como: “the future is female”, não há como voltar atrás.

Até Victoria Beckham já desistiu dos saltos no dia a dia, declarando: “já não posso usar saltos”.

victoria-beckham-de-tenis-adidas

A moda se adapta rapidamente às novas tendências, e desde que o sapatos flats invadiram as coleções, o conforto é um quesito muito importante na escolha de um sapato feminino. Além das flats lindas, os saltinhos como o kitten heels e os blocados e robustos são uma aposta da fashion industry. Uma forte influência dos anos 80. E uma excelente opção para um dia a dia intenso.

sapatos-salto-baixo-chique-sling-back-elegante (1)sapatos-salto-baixo-chique-sling-back-elegante (2)kitten-heels

Não há como negar esta importante mudança de rumo, não existe mais a necessidade de salto tão altos, nem em ambientes corporativos. Já postei aqui que dá pra ficar chique mesmo sem salto.

A opção de usar um salto alto, tipo stiletto, deve ser única e exclusiva da própria mulher, e não imposta por alguma regra. A elegância não deve ser medida em alguns centímetros, mas sim em atitudes.

LKV

fotos:reprodução
Anúncios
crônica

atitude é o que interessa, o resto não tem pressa!

atitude-feminina-mulher-forte-autoestima-força-fashion (5)

Tem mulheres que já nasceram com muito estilo, outras adquiriram com o próprio amadurecimento. O importante é manter a sua atitude fashion sempre, mesmo que você ache que já tenha passado da idade. Porque o que vale mesmo é acreditar no poder feminino, independente de quantas velinhas você já tenha soprado nesta vida.

Muitas “senhorinhas” dão um banho de charme e de elegância em muitas menininhas por aí (que ainda estão longe dos “enta”). O tempo é uma coisa muito relativa, está mais para um estado da alma do que algo que tange o corpo físico. Depende da autoestima de cada mulher, da valorização que cada uma concede a si mesma.

atitude-feminina-mulher-forte-autoestima-força-fashion (9)

Falando no quesito: moda….Por que? Está ligado a aparência e a auto imagem que temos de nós mesmas. Sem enaltecer a vaidade excessiva, concorrente voraz de uma obsessão pela juventude, mas ao cuidado que temos com a nossa aparência.

A roupa também é um reflexo do que somos, do que transmitimos para o mundo. É aonde entra a moda. Não precisa estar dentro das tendências! E sim ser fiel ao seu próprio estilo. De acordo com aquilo que deixa você à vontade, que traz bem-estar, que harmoniza com o seu corpo, isento de formas físicas…

atitude-feminina-mulher-forte-autoestima-força-fashion (1)
É por isso que este post é dedicado às mulheres maduras. É também para as mais jovens se inspirar nelas, naquilo que seremos amanhã. Porque muitas vezes nos deixamos vencer pelo cansaço e pela preguiça, e ficamos assim meio “largadinhas”! Como se um carro tivesse passado por cima da gente!

Vamos lá! Sem esquecer da alegria, do amor próprio e do batom!

Fiz uma seleção de looks com mulheres maduras “mega estilosas” para fazer você repensar. Acreditar no seu poder e aceitar que o estilo não morre nunca! A atitude fashion é para sempre! F-O-R-E-V-E-R!

(ps.: esta admiração também vai para a minha mãe, que ainda mantém o estilo e o incentivo às filhas!)

LKVatitude-feminina-mulher-forte-autoestima-força-fashion (4)

atitude-feminina-mulher-forte-autoestima-força-fashion (2)

atitude-feminina-mulher-forte-autoestima-força-fashion (1)

atitude-feminina-mulher-forte-autoestima-força-fashion (8)

fotos:reprodução
crônica

aquilo que você enxerga quando vê o seu reflexo no espelho…

espelho
Todos os dias ao acordar você se depara com um alguém do seu outro lado quando se olha, o seu próprio reflexo no espelho. Você realmente gosta daquilo que vê?

Somos tão bombardeados diariamente por informações sobre beleza, pele, cabelos, roupas…Tantas dicas, tantas tutorias, tantos “o que fazer, como fazer”… Que dá até preguiça, né? Ser politicamente correto, aceito e estar dentro dos padrões, mas quais padrões? Já questionei sobre isto aqui antes, dê uma olhadinha aqui!

Somos o que somos, simples assim! Por que precisamos sempre agradar? Somos aquilo que enxergamos no espelho, queira ou não! Com defeitos ou qualidades, com seu próprio corpo, ou cabelo ou tom de pele.

Reflexo-Espelho

Um dos principais dramas da sociedade atual é a própria aceitação e a do próximo, geralmente com quem convivemos. Estamos sempre querendo mudar alguma coisinha…

Temos que aceitar as diferenças!

Por isso quando conheci o trabalho deste artista adorei e estou compartilhando. Francesc Planes, 22 anos, fotógrafo, da Espanha. Ele resolveu questionar estes padrões em uma série fotográfica chamada Normal.

Através das sua lentes, ele mostra a beleza de pessoas comuns, que já sofreram bullying por conta de alguma “diferença”, ao expor corpos que, na teoria, não se encaixam nos padrões de beleza atuais. De uma maneira simples e direta, de uma forma pura, sem intervenções. O seu objetivo principal é celebrar aquilo que não é considerado “normal” e mostrar que a realidade também tem a sua beleza singular e original.

Pra mim foi inspirador!

Confira as fotos e um pouco do trabalho de Francesc Planes:

Alba Parejo nasceu com mais de 500 pintas e pelos amarronzados por todo o seu corpo. “Meu ex-namorado disse para eu não mostrar minhas costas para ninguém, porque ninguém quer ter uma namorada deformada”.

Jordi teve seu olho removido quando era criança, por conta de um tumor que crescia atrás dele. Hoje, ele usa uma prótese no lugar do olho perdido.

guille-sofria-bullying-por-ter-alopc3a9ciaGuille sofria bullying por ter alopécia.

tess-era-chamada-de-baleiaTess era chamada de “baleia”.

Acredite no seu poder e na sua beleza. Todos somos diferentes uns dos outros. E isto é o que nos torna únicos!

Bora ser feliz?

fotos/legendas: reprodução/Francesc Planes

LKV

crônica

padrão? a diversidade é o que importa!

padroes_beleza-thumb-700x431-168770

Muito se fala hoje em dia sobre estar dentro dos padrões que a sociedade impõe. Mas que padrão é esse? Está certo ou errado, quem o estabeleceu, por que ele está aí? Será mesmo que o padrão precisa ser seguido? Afinal de contas, o gado é que segue a sua manada…

Todos os habitantes do planeta Terra fazem parte do mesmo rebanho? Essa resposta é para ser facilmente respondida, mas tem um “porém”, ou alguns. A sociedade sempre seguiu alguns padrões, seja de beleza, ou de comportamento, ou de educação, ou de moral. Enfim, sempre foram ditadas algumas regras para o bom convívio em grupo. Ok, tudo certo, afinal é necessário estabelecer algumas regras para que a sociedade possa interagir de uma maneira saudável, com respeito, com educação e com tolerância.

Quando se fala em beleza, o assunto muda de figura, literalmente. Já se evoluiu um pouco, mas ao longo do tempo sempre houve um padrão que era dominante. Quem nunca viu uma pintura antiga com uma musa rechonchudinha?

07_rubens_astresgrac3a7as-1635-826x1024-thumb-826x1024-168769
As Três Graças/Rubens/século XVII

O padrão foi se alterando ao passar dos séculos, mas sempre teve um tipo de preferência.

marilyn-corpo-thumb-497x590-168778
Marilyn Monroe/década 50

Hoje, este padrão está cada vez mais rígido, difícil de ser alcançado. Representado por um pequeno número de mulheres da população mundial. Uma pesquisa aponta que sete em cada dez mulheres brasileiras sentem a pressão para ser bonita.

fora do padrão?

“*Para a mídia, mulheres que estão no padrão de beleza possuem pelo menos 95% das características abaixo:
pele clara;
entre 18 e 35 anos;
cabelos lisos ou cachos bem definidos, mas nunca crespos;
se solteiras, que seja por pouco tempo, pois casar é imprescindível;
se casadas, que tenham filhos e que já estejam magras depois do parto;
ricas com renda própria ou advinda do companheiro;
magras (não precisava nem falar isso);
malham 5 vezes por semana;
comem comida fit;
não bebem, ou só bebem champagne;
estão sempre sorrindo;
têm um cachorro ou um gato;
têm instagram, snap, face e postam fotos todos os dias, de tudo o que fazem;
são discretas (?) e…
heterossexuais.”
*Fonte:http://www.crisguerra.com.br/2017/06/26/voce-e-fora-do-padrao-e-nem-sabia/

Mas quem se enquadra em todas essas características? A grande maioria da população feminina brasileira é bem diferente. Não faz parte da realidade. Isto tem gerado sérios problemas de aceitação, inclusão, autoestima, distúrbios alimentares… Entre tantos outros. Esse padrão precisa ser mudado! Para representar a nossa verdade e se enquadrar dentro da nossa diversidade. Que é a palavra mais certa para definir a população brasileira.

Diversidade

Tantas são as nossas cores, nossos biótipos, cabelos, corpos…Um só padrão não nos representa.

É uma luta que está começando a ser percebida. Quem tem que mudar este cenário é quem consome. Porque a partir do momento que se adquire marcas que respeitam as singularidades de cada pessoa, o jogo pode virar.

E, já existem marcas que estão investindo nesta pluralidade. Criando campanhas que abrangem tipos diferentes beleza, respeitando formas, cores, cabelos. As pessoas precisam se sentir representadas por uma imagem que se assemelhe a elas. Precisam encontrar produtos que são úteis e tenham uma função real. Precisam de roupas que sirvam.

liberdade-a-beleza-sem-padroes-html-thumb-4974x2645-168781
Campanha Dove

Esse padrão quer pasteurizar as pessoas, deixar todas com a mesma aparência, como bonecos. Produção em série. Ter que ter uma determinada altura, um certo peso, um tipo de cabelo. Pertencer a um grupo! E se for diferente, não serve? Não!

A realidade é bem o contrário. Mulheres comuns, que batalham pela sobrevivência diária, não se encaixam dentro deste padrão que não nos pertence.

A função da mídia não é só vender! É também ter uma visão do bem estar coletivo. Onde a sociedade se sinta representada e satisfeita com aquilo que deseja consumir.

Essa mudança de conceito pode começar pela valorização das diferenças de cada ser humano e por uma nova atitude de comportamento.

Acreditar que cada pessoa tem o seu valor, cada beleza tem a sua graça e que o melhor da vida e conviver com as diferenças.

LKV

fotos:reprodução/internet
crônica

o mundo de uma cabeça feminina pensante!

johnhain

Somos aquilo que pensamos. E nada mais complicado do que tudo aquilo que se passa dentro da cabeça de uma mulher. Nossas dúvidas, angústias, inseguranças, ansiedade, culpas e tantas outras questões tão femininas…

Às vezes achamos que o mundo está contra nós e que o universo conspira contra. Ledo engano! Nosso maior inimigo somos nós mesmos.

Em muitas situações, vivemos um processo de autossabotagem que não conseguimos enxergar. Seja no âmbito profissional, nas relações familiares ou pessoais, nas parcerias, namoro ou casamento. É mais fácil e compreensível achar que a culpa é do outro.

Muito pelo contrário, é a mais pura verdade o pensamento de que recebemos aquilo que damos.

ryanmcguire

Observando o universo feminino podemos concluir que a mulher é a mais clara forma de expressão deste fato. Muitos dizem que a mulher não é amiga de outra, que gostam de competir entre si, que se arrumam para mostrar que está melhor do que uma outra mulher…

Pra mim isto não condiz com a realidade. A pior inimiga de uma mulher só pode ser ela mesma. Porque a vaidade encobre o que, na maioria das vezes, não queremos enxergar. Nossas limitações, erros ou falhas. Todos somos passíveis de imperfeições.

jill111

Só conseguimos vencer este obstáculo quando realmente nos despimos de todas as camadas que falsamente nos protegem. E passamos da falsa e cômoda sensação de segurança para a dura realidade de aprendermos a conviver conosco mesmo.

Com toda a dor e a delícia de ser o que se é. Por isso não acredite que alguém quer ver você sucumbir. Assuma que a responsabilidade é toda sua, boa ou ruim, tudo que você agrega na sua vida é crédito seu mesmo!

Bora melhorar?

LKV

foto:Pixabay
crônica

… e se você não for convidada para dançar …

karl heinz boehmer

E se ninguém te tirar pra dançar? Pode ser uma questão bem antiquada, mas para quem passou uma boa parte da vida nos anos 80… Naquela época era assim… Os grandes eventos que tínhamos eram as festinhas americanas, que geralmente aconteciam nos salões de festas dos prédios, sem toda essa infraestrutura que se tem hoje.

Obviamente que hoje em dia, os adolescentes não sabem o que isso significa, mas eu acho que é apenas uma questão de troca de nome de evento, hoje o pessoal vai pra balada mesmo! No nosso tempo as dúvidas e os medos eram diferentes, a maioria das meninas pensava: “e se nenhum menino me chamar pra dançar???” Ainda dançávamos música lenta de casalzinho. Era o fim! Acho que todas sobreviveram a isso! Thanks God!

Apesar da distância do tempo e do estilo de vida que existe hoje, as dúvidas e as inseguranças femininas continuam.

stock snap

Lendo uma matéria sobre o que os homens acham das paranoias femininas, dá pra perceber que os homens não ligam a mínima para as nossas paranoias. Nós, mulheres, é que nos preocupamos com as nossas questões, com pneuzinhos, celulite, estrias, cabelos, pele ou cravos e espinhas…. Coisas insignificantes!

Mas por que será que precisamos da aprovação ou apoio dos homens? Porque, mesmo com toda a independência, bem lá no fundinho, ainda precisamos deles pra viver. Será mesmo? Parece que a vida sem os homens é um pouco sem graça. Afinal de contas, com quem implicaríamos?

Estamos sempre tentando buscar a felicidade, o equilíbrio, a harmonia, mas só sei que ninguém que ficar solteiro ou sozinho.

tak meo meo

Para dançar precisamos ser convidados ou convidar, aceitar o convite e entrar no mesmo ritmo do parceiro e da música, o que pra ser bem sincera, não é muito fácil. A maioria das separações ou “solteirices” hoje acontece pela falta de sintonia, cada um querendo puxar para um lado. Não é tarefa fácil saber qual solução tomar.

Tem gente que prefere nem aprender a dançar, outros que se jogam em vários ritmos diferentes, o correto mesmo é buscar a harmonia, o que nem sempre acontece. Mas acho que, o que resolve, é encontrar o parceiro certo, no ritmo certo, o que pra alguns é bem difícil. E você, vai ficar aí parado ou vai dançar com alguém?

LKV

fotos:reprodução/Pixabay
crônica

já ouviu falar em perennials?

lightstargod

O conceito de millennials já está mais difundido do que nunca em diversos lugares, principalmente na web. São aqueles nascidos entre os anos 80 e 95, ou também a chamada geração Y. Um grande mercado consumidor.

Agora descobriu-se um outro grande nicho: perennials, ou aqueles que levam um estilo de vida “ageless“, sem idade definida. São, especificamente, mulheres acima dos 40 anos.

stocksnap

Como eu, quem escreve aqui!

O conceito vem de “perene” e foi criado no fim do ano passado, pela empreendedora de tecnologia Gina Pell, na revista Fast Company. Para ela: “é uma pessoa que cultiva um estilo de vida que harmoniza hábitos e gostos de diversas idades. Um movimento que não se baseia em noção cronológica, mas em identidade social“.

Ou seja, fora ao conceito de meia-idade!

A SuperHuman, uma produtora de Londres especializada em conteúdo feminino, realizou uma pesquisa onde foram entrevistadas mais de 500 mulheres acima de 40 anos no Reino Unido, confira o resultado:

2/3 dessas mulheres acreditam estar no auge da vida,
67% se sentem mais confiantes do que há dez anos,
84% acreditam que não podem ser definidas pela idade,
90% tem estilo e atitude muito mais jovens do que tinham suas mães.”

“Essas mulheres tem sede de experiências tanto quanto as millennials”, afirma Sandra Peat, cofundadora da SuperHuman.

thedigitalartist

Além disso, também estão dizendo por aí que os 40 são os novos 30…

Independente de idade o que importa é a atitude, o comportamento e o estado de espírito. Não achar que está velha demais para determinadas coisas… Não se importar tanto com a opinião dos outros… Não precisar da aprovação de ninguém…

A maturidade traz uma forma de liberdade que até então era desconhecida, uma liberdade de quem deseja buscar viver de uma maneira mais suave e sem tanto peso pra carregar.

Desmistificando a velha rotina de filhos e trabalho. Afinal, tudo o que temos na vida são fruto da opção e das escolhas que um dia fizemos. Sem lamentações!

Saber que cada época vivida teve o seu momento de importância e serviu de aprendizado. E que é legítimo se reinventar e buscar novos desafios. Poder ter a certeza de que é sempre possível recomeçar.

Sem autossabotagem ou cobranças inúteis.

thedigitalartist2

A ideia é ir mais a fundo, não é só uma questão de fase, roupas para vestir ou lugares a frequentar. É uma questão de estilo de vida. De escolha própria. De ter coragem de encarar a própria vida e saber o que fazer com ela.

Acertando ou errando? Uma questão para ser assimilada e digerida a longo prazo. Uma vez que, com toda certeza, ainda nos resta algum tempo!

Veja exemplos de algumas mulheres famosas consideradas perennials:

Jennifer Lopez e Xuxa

Cindy Crawford e Sara Jane Adams

LKV

fotos:reprodução internet/Pixabay
fonte: MarieClaire
crônica

a pior inimiga de uma mulher: ela mesma!

by RyanMcGuire
by RyanMcGuire

Às vezes achamos que o mundo está contra nós e que o universo conspira contra. Ledo engano! Nosso maior inimigo somos nós mesmos. Vivemos um processo de autossabotagem que não conseguimos enxergar, seja no âmbito profissional, nas relações pessoais, no namoro ou casamento. É mais fácil e compreensível achar que a culpa é do outro. Muito pelo contrário, é a mais pura verdade o pensamento de que recebemos aquilo que damos.

Observando o universo feminino podemos concluir que a mulher é a mais clara forma de expressão deste fato. Muitos dizem que a mulher não é amiga de outra, que gostam de competir entre si, que se arrumam para causar cobiça em outra mulher… Pra mim isto não condiz com a realidade. A pior inimiga de uma mulher só pode ser ela mesma. Porque a vaidade encobre o que, na maioria das vezes, não queremos enxergar. Nossas limitações, erros ou falhas. Todos somos passíveis de imperfeições.

Só conseguimos vencer este obstáculo quando realmente nos despimos de todas as camadas que falsamente nos protegem. E passamos da falsa e cômoda sensação de segurança para a dura realidade de aprendermos a conviver conosco mesmo. Com toda a dor e a delícia de ser o que se é. Por isso não acredite que alguém quer ver você sucumbir. Assuma que a responsabilidade é toda sua, boa ou ruim, tudo que você agrega na sua vida é crédito seu mesmo!

LKV

foto:reprodução
*(este texto já foi publicado aqui no blog)
crônica

estamos no caminho certo?

Vivemos tempos de transformações. Estamos em busca de algo mais concreto para preencher o vazio que corrompe a nossa felicidade. Não se trata de um texto de autoajuda, mas de um questionamento. Do entendimento do comportamento coletivo. Será que conseguimos chegar aonde desejávamos?

patmikemckane-thumb-960x640-155755.jpg
by patmikemckane

O século XX foi marcado por grandes feitos da humanidade, sem dúvidas, evoluímos muito em todas as áreas. Principalmente no que diz respeito ao conhecimento científico. Vivemos em um mundo altamente digital. Embora ainda existam milhões de pessoas que morrem de fome todos os dias. O que faz pensar: estamos no caminho certo?

A partir da década de 60, do século passado, houve um alto índice de migração da zona rural para a área urbana. O êxodo rural trouxe as pessoas à procura de uma vida melhor e mais qualificada para as grandes cidades. Com o passar dos anos e todo o progresso que vivemos, escolhemos viver uma vida caótica nos grandes centros urbanos. Trabalhamos horas para ganhar mais, para dar uma vida melhor para os nossos filhos. Compramos casas e carros financiados a longo prazo. Criamos lugares especializados na venda de quase tudo. Estamos sempre consumindo alguma coisa. Tentando ter mais para sermos mais felizes. Será? Conseguimos chegar lá, ou está faltando algo a mais? O que realmente encontramos quando nos deparamos com o que existe de mais profundo dentro de nós?

A felicidade plástica que é exibida nas redes sociais não está no nosso íntimo. A vida virtual esconde graves problemas sociais e emocionais que acontece no mundo inteiro. Tragédias humanas provocadas por nós mesmos. Em todos os cantos vemos infortúnios acontecendo.

Para aliviar, escolhemos fugir. Em busca do paraíso.

Mas, agora esta opção está se tornando uma realidade. Já existe um considerável número de pessoas almejando viver uma vida mais simples. Uma demanda contrária ao que já vivemos, um êxodo urbano. Um movimento contrário. Ainda pequeno, porém com uma consciência que tenta contagiar pela pura e simples felicidade. Ter tempo de verdade para o que realmente importa na vida. Agradar a si mesmo e aos que estão ao seu redor. Viver plenamente. Simplesmente. Sem tantos excessos.

Com certeza não podemos viver mais sem um wi-fi, mas é óbvio que a tecnologia está aí para ajudar, principalmente, na interação com as pessoas, e por exemplo, na área profissional. Este amparo serve para contribuir.

Muitas pessoas estão se mudando para lugares menores, cidades no campo, balneários, locais na serra, eco comunidades. Lugares não faltam! A necessidade do convívio com a natureza traz o preenchimento do que estava faltando. O ser humano se sente realizado. Na verdade é a caça da sua essência. A essência que está latente dentro de nós, a mais pura, original, selvagem.

A resposta para todas as nossas questões, talvez seja difícil encontrar, o caminho deve ser por aí. Reconectar-se. Encontrar através do meio ambiente a nossa própria raiz. Completar o deserto interior com a imensidão que o universo nos proporciona diariamente.

LKV

fotos: Pixabay
*(este texto já foi publicado aqui no blog)