estamos no caminho certo?

Vivemos tempos de transformações. Estamos em busca de algo mais concreto para preencher o vazio que corrompe a nossa felicidade. Não se trata de um texto de autoajuda, mas de um questionamento. Do entendimento do comportamento coletivo. Será que conseguimos chegar aonde desejávamos?

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by patmikemckane

O século XX foi marcado por grandes feitos da humanidade, sem dúvidas, evoluímos muito em todas as áreas. Principalmente no que diz respeito ao conhecimento científico. Vivemos em um mundo altamente digital. Embora ainda existam milhões de pessoas que morrem de fome todos os dias. O que faz pensar: estamos no caminho certo?

A partir da década de 60, do século passado, houve um alto índice de migração da zona rural para a área urbana. O êxodo rural trouxe as pessoas à procura de uma vida melhor e mais qualificada para as grandes cidades. Com o passar dos anos e todo o progresso que vivemos, escolhemos viver uma vida caótica nos grandes centros urbanos. Trabalhamos horas para ganhar mais, para dar uma vida melhor para os nossos filhos. Compramos casas e carros financiados a longo prazo. Criamos lugares especializados na venda de quase tudo. Estamos sempre consumindo alguma coisa. Tentando ter mais para sermos mais felizes. Será? Conseguimos chegar lá, ou está faltando algo a mais? O que realmente encontramos quando nos deparamos com o que existe de mais profundo dentro de nós?

A felicidade plástica que é exibida nas redes sociais não está no nosso íntimo. A vida virtual esconde graves problemas sociais e emocionais que acontece no mundo inteiro. Tragédias humanas provocadas por nós mesmos. Em todos os cantos vemos infortúnios acontecendo.

Para aliviar, escolhemos fugir. Em busca do paraíso.

Mas, agora esta opção está se tornando uma realidade. Já existe um considerável número de pessoas almejando viver uma vida mais simples. Uma demanda contrária ao que já vivemos, um êxodo urbano. Um movimento contrário. Ainda pequeno, porém com uma consciência que tenta contagiar pela pura e simples felicidade. Ter tempo de verdade para o que realmente importa na vida. Agradar a si mesmo e aos que estão ao seu redor. Viver plenamente. Simplesmente. Sem tantos excessos.

Com certeza não podemos viver mais sem um wi-fi, mas é óbvio que a tecnologia está aí para ajudar, principalmente, na interação com as pessoas, e por exemplo, na área profissional. Este amparo serve para contribuir.

Muitas pessoas estão se mudando para lugares menores, cidades no campo, balneários, locais na serra, eco comunidades. Lugares não faltam! A necessidade do convívio com a natureza traz o preenchimento do que estava faltando. O ser humano se sente realizado. Na verdade é a caça da sua essência. A essência que está latente dentro de nós, a mais pura, original, selvagem.

A resposta para todas as nossas questões, talvez seja difícil encontrar, o caminho deve ser por aí. Reconectar-se. Encontrar através do meio ambiente a nossa própria raiz. Completar o deserto interior com a imensidão que o universo nos proporciona diariamente.

LKV

fotos: Pixabay

a pior inimiga de uma mulher: ela mesma!

by RyanMcGuire
by RyanMcGuire

Às vezes achamos que o mundo está contra nós e que o universo conspira contra. Ledo engano! Nosso maior inimigo somos nós mesmos. Vivemos um processo de autossabotagem que não conseguimos enxergar, seja no âmbito profissional, nas relações pessoais, no namoro ou casamento. É mais fácil e compreensível achar que a culpa é do outro. Muito pelo contrário, é a mais pura verdade o pensamento de que recebemos aquilo que damos.

Observando o universo feminino podemos concluir que a mulher é a mais clara forma de expressão deste fato. Muitos dizem que a mulher não é amiga de outra, que gostam de competir entre si, que se arrumam para causar cobiça em outra mulher… Pra mim isto não condiz com a realidade. A pior inimiga de uma mulher só pode ser ela mesma. Porque a vaidade encobre o que, na maioria das vezes, não queremos enxergar. Nossas limitações, erros ou falhas. Todos somos passíveis de imperfeições.

Só conseguimos vencer este obstáculo quando realmente nos despimos de todas as camadas que falsamente nos protegem. E passamos da falsa e cômoda sensação de segurança para a dura realidade de aprendermos a conviver conosco mesmo. Com toda a dor e a delícia de ser o que se é. Por isso não acredite que alguém quer ver você sucumbir. Assuma que a responsabilidade é toda sua, boa ou ruim, tudo que você agrega na sua vida é crédito seu mesmo!

LKV

dança comigo…

by Karl Heinz Boehmer
by Karl Heinz Boehmer

E se ninguém te tirar pra dançar? Ou ir ao cinema? Ou tomar um sorvete? Podem ser questões bem antiquadas, como já disse, vivi boa parte da minha vida nos anos 80 e naquela época era assim… Os grandes eventos que tínhamos eram as festinhas americanas, que geralmente aconteciam nos salões de festas dos prédios, sem toda essa infraestrutura que se tem hoje. Obviamente que hoje em dia, os adolescentes não sabem o que isso significa, mas eu acho que é apenas uma questão de troca de nome de evento, hoje o pessoal vai pra balada mesmo…. No nosso tempo as dúvidas e os medos eram diferentes, a maioria das meninas (inclusive eu!) pensava: “e se nenhum menino me chamar pra dançar???” Ainda dançávamos música lenta de casalzinho. Era o fim! Enfim, acho que todas sobreviveram a isso!
Apesar da distância do tempo e do estilo de vida que existe hoje, as dúvidas e as inseguranças femininas continuam.
Lendo uma matéria sobre o que os homens acham das paranoias femininas, dá pra perceber que os homens não ligam a mínima para as nossas paranoias. Nós, mulheres, é que nos preocupamos com as nossas questões, com pneuzinhos, celulite, estrias, cabelos, pele ou cravos e espinhas…. Coisas insignificantes!
Mas por que será que precisamos da aprovação ou apoio dos homens? Porque, mesmo com toda a independência, bem lá no fundinho, ainda precisamos deles pra viver. Será mesmo? Parece que a vida sem os homens é um pouco sem graça (afinal de contas, com quem implicaríamos?). Estamos sempre tentando buscar o equilíbrio, contudo, só sei que ninguém que ficar solteiro ou sozinho.
Para dançar precisamos ser convidados ou convidar, aceitar o convite e entrar no mesmo ritmo do parceiro e da música, o que pra ser bem sincera, não é muito fácil. A maioria das separações ou “solteirices” hoje acontece pela falta de sintonia, cada um querendo puxar para um lado. Como solucionar? Tem gente que prefere nem aprender a dançar, outros que se jogam em vários ritmos diferentes, o correto mesmo é buscar a harmonia, o que nem sempre acontece. Mas acho que, o que resolve, é encontrar o parceiro certo, no ritmo certo, o que pra alguns é bem difícil. E você, vai ficar aí parado ou vai dançar com alguém?