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Divagações…

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The great escape by Christian Schloe
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crônica, inspiração

uma pausa necessária para a autorreflexão

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Todo fim de ano é a mesma coisa. Agitação, tumulto, pessoas apressadas, falta de paciência… Parece que o mundo enlouquece. Tudo isso em nome do Natal e do Réveillon.

São datas simbólicas e comemorativas. Por que são tão importantes? Porque para nós os rituais de passagem são bem significativos, precisamos contemplar o tempo.

A cada ciclo novo na nossa vida é um novo momento que precisa ser comemorado. Temos a necessidade de fazer um balanço das coisas boas e ruins e assim poder melhorar, consertar, evoluir. Desse jeito parece que podemos controlar o destino

Neste período se encaixa uma prática japonesa chamada Naikan. Significa: “olhar para dentro“. Fazer uma reflexão sobre nós mesmos. Baseados em três pontos que nos fazem questionar sobre nossos atos de uma maneira mais clara, perguntando-se:

  1. O que eu recebi?
  2. O que eu dei?
  3. Que inconvenientes eu causei?

Pode ser para alguém ou para algum acontecimento ou fato. Parece simples, mas é difícil e bem profundo, principalmente se for verdadeiro. A experiência é bem gratificante. Fica a dica. Nos faz refletir sobre nós mesmos.

Mas não precisa ser tão inflexível, escolha o meio termo. Como já disse Pedro Bial: “Faça o que fizer, não se auto-congratule demais, nem seja severo demais com você. As suas escolhas têm sempre metade das chances de dar certo. É assim para todo mundo”. 

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O mais importante é renovar as esperanças, acreditar em tempos melhores e ter fé no futuro. Precisamos disso para viver. Dar uma pausa não é só se divertir ou relaxar, é também saber se perdoar e renascer. Recarregar a energia!

Por isso uma pausa é tão significativa!

Bom Natal e um Feliz Ano Novo! Nós vemos em 2018!

LKV

fotos:reprodução/Pixabay

 

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já ouviu falar em perennials?

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O conceito de millennials já está mais difundido do que nunca em diversos lugares, principalmente na web. São aqueles nascidos entre os anos 80 e 95, ou também a chamada geração Y. Um grande mercado consumidor.

Agora descobriu-se um outro grande nicho: perennials, ou aqueles que levam um estilo de vida “ageless“, sem idade definida. São, especificamente, mulheres acima dos 40 anos.

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Como eu, quem escreve aqui!

O conceito vem de “perene” e foi criado no fim do ano passado, pela empreendedora de tecnologia Gina Pell, na revista Fast Company. Para ela: “é uma pessoa que cultiva um estilo de vida que harmoniza hábitos e gostos de diversas idades. Um movimento que não se baseia em noção cronológica, mas em identidade social“.

Ou seja, fora ao conceito de meia-idade!

A SuperHuman, uma produtora de Londres especializada em conteúdo feminino, realizou uma pesquisa onde foram entrevistadas mais de 500 mulheres acima de 40 anos no Reino Unido, confira o resultado:

2/3 dessas mulheres acreditam estar no auge da vida,
67% se sentem mais confiantes do que há dez anos,
84% acreditam que não podem ser definidas pela idade,
90% tem estilo e atitude muito mais jovens do que tinham suas mães.”

“Essas mulheres tem sede de experiências tanto quanto as millennials”, afirma Sandra Peat, cofundadora da SuperHuman.

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Além disso, também estão dizendo por aí que os 40 são os novos 30…

Independente de idade o que importa é a atitude, o comportamento e o estado de espírito. Não achar que está velha demais para determinadas coisas… Não se importar tanto com a opinião dos outros… Não precisar da aprovação de ninguém…

A maturidade traz uma forma de liberdade que até então era desconhecida, uma liberdade de quem deseja buscar viver de uma maneira mais suave e sem tanto peso pra carregar.

Desmistificando a velha rotina de filhos e trabalho. Afinal, tudo o que temos na vida são fruto da opção e das escolhas que um dia fizemos. Sem lamentações!

Saber que cada época vivida teve o seu momento de importância e serviu de aprendizado. E que é legítimo se reinventar e buscar novos desafios. Poder ter a certeza de que é sempre possível recomeçar.

Sem autossabotagem ou cobranças inúteis.

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A ideia é ir mais a fundo, não é só uma questão de fase, roupas para vestir ou lugares a frequentar. É uma questão de estilo de vida. De escolha própria. De ter coragem de encarar a própria vida e saber o que fazer com ela.

Acertando ou errando? Uma questão para ser assimilada e digerida a longo prazo. Uma vez que, com toda certeza, ainda nos resta algum tempo!

Veja exemplos de algumas mulheres famosas consideradas perennials:

Jennifer Lopez e Xuxa

Cindy Crawford e Sara Jane Adams

LKV

fotos:reprodução internet/Pixabay
fonte: MarieClaire
crônica, inspiração, moda

conheça um pouquinho da trajetória de Jum Nakao

Jum Nakao vai muito além do fashion design.

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Um nome que marcou a moda brasileira e que invadiu o cenário das artes plásticas, Jum Nakao, pode ser considerado um designer brasileiro de sucesso no mundo todo.

Radicado em São Paulo e neto de japoneses, de onde nasceu a origem de seu nome, Jum imprime a sua personalidade forte em todos os seus trabalhos.

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O ano: 2004, o lugar: São Paulo, o evento: São Paulo Fashion Week.

Neste momento, que já está no passado da moda brasileira, Jum Nakao escreveu de vez o seu nome no consagrado e seleto mundo dos designers.

Com o desfile “A Costura do Invisível”, fez história quando levou às passarelas modelos vestidas com roupas de papel, isso mesmo, papel vegetal em diferentes gramaturas; e completando o look, maquiagem e perucas do tipo playmobil. Foi sensacional, recebeu o título de desfile da década.

O trabalho era minucioso e foi modelado no próprio corpo das modelos da maneira oriental, ou seja, perfeita. Os detalhes simulavam rendas e brocados, através do trabalho manual elaborados nos relevos do papel.

Ao final do desfile, as modelos rasgavam os papéis, simbolizando, de um modo palpável, a efemeridade da moda. Foi o ápice, inesperado, e um desapego jamais demonstrado antes. Criador destruindo a criação!

Depois disso, Jum poderia não ter produzido nada tão fantástico quanto àquele evento único. Ao contrário, são dezenas de trabalhos importantes, que, cada vez mais, o consagraram como designer reconhecido internacionalmente.

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Um dos seus últimos trabalhos, uma instalação num shopping, Jum criou uma instalação lúdica e futurista, onde as pessoas podiam interagir, transcrevendo seus desejos para serem enviados através de balões.

Estar naquele local e interagir com aquela instalação significava entrar num outro mundo, o mundo dos sonhos. Quem teve a oportunidade de passar por lá, podia sentir-se assim, toda a atmosfera contribuía.

Jum Nakao, um designer, um artista, um nome que representa a força e a sensibilidade em prol de uma identidade.

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fotos:reprodução
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o reflexo no espelho nosso de cada dia…

Todos os dias ao acordar você se depara com um alguém do seu outro lado quando se olha, o seu próprio reflexo no espelho. Você realmente gosta daquilo que vê?

Somos tão bombardeados diariamente por informações sobre beleza, pele, cabelos, roupas…Tantas dicas, tantas tutorias, tantos “o que fazer, como fazer”… Que dá até preguiça, né? Ser politicamente correto, aceito e estar dentro dos padrões, mas quais padrões? Já questionei sobre isto aqui antes.

Somos o que somos, simples assim! Por que precisamos sempre agradar? Somos aquilo que enxergamos no espelho, queira ou não! Com defeitos ou qualidades, com seu próprio corpo, ou cabelo ou tom de pele.

Um dos principais dramas da sociedade atual é a própria aceitação e a do próximo, geralmente com quem convivemos. Estamos sempre querendo mudar alguma coisinha…

Temos que aceitar as diferenças!

Por isso quando conheci o trabalho deste artista adorei e estou compartilhando. Francesc Planes, 22 anos, fotógrafo, da Espanha. Ele resolveu questionar estes padrões em uma série fotográfica chamada Normal.

Através das sua lentes, ele mostra a beleza de pessoas comuns, que já sofreram bullying por conta de alguma “diferença”, ao expor corpos que, na teoria, não se encaixam nos padrões de beleza atuais. De uma maneira simples e direta, de uma forma pura, sem intervenções. O seu objetivo principal é celebrar aquilo que não é considerado “normal” e mostrar que a realidade também tem a sua beleza singular e original.

Pra mim foi inspirador!

Confira as fotos e um pouco do trabalho de Francesc Planes.

Alba Parejo nasceu com mais de 500 pintas e pelos amarronzados por todo o seu corpo.”Meu ex-namorado disse para eu não mostrar minhas costas para ninguém, porque ninguém quer ter uma namorada deformada”.

Jordi teve seu olho removido quando era criança, por conta de um tumor que crescia atrás dele. Hoje, ele usa uma prótese no lugar do olho perdido.

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Guille sofria bullying por ter alopécia.

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Tess era chamada de “baleia”.

Acredite no seu poder e na sua beleza. Todos somos diferentes uns dos outros. E isto é o que nos torna únicos!

fotos/legendas: reprodução/Francesc Planes

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conheça HYGGE, o lifestyle do momento que vem ganhando adeptos no mundo todo

how-to-live-hygge-lifestyle-bed-guru (5).jpgJá ouviu falar em hygge? Este é um conceito dinamarquês, que assim como a nossa palavra “saudade”, não existe uma única tradução similar em outras línguas. Por isto é subjetivo, um estilo de vida singular do povo da Dinamarca.

Hygge pode ser definido como aquilo que traz uma sensação de bem estar, aconchego, conforto ou felicidade. Este, é um dos motivos pelo qual ele vem sendo cada vez mais espalhado pelo mundo afora, e, também porque a Dinamarca é conhecida como um dos países mais feliz do mundo.

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Baseado num conceito de vida simples, onde o que importa são as pequenas coisas do dia a dia; como um café quentinho com biscoitos caseiros, o aconchego de cobertas macias ao assistir um filme, ou um jantar à luz de velas. Tudo o que valoriza pequenos gestos de delicadeza, carinho e gentileza.

Na Dinamarca não há muitas privações forçadas. O que se tenta é ser generoso consigo mesmo e com os demais. Os dinamarqueses não bebem ou comem em excesso e depois cortam tudo. Nem fazem dietas ‘ioiô’.”

Helen Russell, autora de um livro sobre o tema.

Dê uma olhada nas imagens abaixo

E entenda melhor o significado do estilo hygge de viver a vida, seja na decoração da casa ou na moda da roupa, enfim no lifestyle.

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Embora tenha surgido em um país de clima frio, onde as pessoas passam mais tempo dentro de casa curtindo horas ociosas, confortáveis e felizes, este estilo está se disseminando pelo mundo.

O hygge é tema de um blog, Hello Hygge por Kayleigh Tanner, de uma loja online de papéis de parede e de uma padaria em Los Angeles que vende pães típicos dinamarqueses. Ou seja, está aparecendo em muitos lugares

Mas dá pra entrar na mesma vibe mesmo com o calor dos trópicos?

Basta adaptar o hygge à nós. É aprender a valorizar pequenos prazeres do cotidiano que muitas vezes nos passam despercebidos, e fazer mais coisas agradáveis e aprazíveis; como receber amigos em casa para um bom papo, arranjar tempo de qualidade e cuidar de si mesmo, ou se satisfazer ao redor de uma mesa farta de boa comida, boa bebida e boa companhia… A escolha é sua!

O conceito é subjetivo e pode ser adaptado ao que você acredita que é felicidade. O mais importante é ser livre de conceitos estabelecidos, viver de uma maneira mais leve e superar as culpas infundadas. Buscar a plenitude.

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McQ-Hirst
photo by Sølve Sundsbø/artist Damien Hirst

Tem coisas na moda que são para sempre. Independem de tendências, são atemporais, servem de inspiração. Não importa se você está ligado à esta indústria ou não, o importante é sentir, deixar fluir. Moda também é uma forma de arte!

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