crônica, moda

abandonar o salto alto ou não, o que você acha?

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Não é de hoje que a polêmica existe. Usar sapatos de salto alto ou não? A questão que deveria ser uma opção das mulheres, muitas vezes, se torna uma obrigação em determinados eventos sociais ou em algumas empresas com características bem formais.

Quando Julia Roberts entrou descalça no tapete vermelho em Cannes conseguiu chamar a atenção do mundo para a causa. Por que as mulheres devem ser obrigadas a usar saltos altíssimos em certo lugares? Formalidade? Etiqueta? 

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Não é mais necessário estar em uma salto agulha para estar elegante. Existem tantas opções hoje em dia que o salto alto pode ser dispensado e mesmo assim continuarmos muito chiques.

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A moda é cíclica e já houve alguns momentos em que as mulheres dispensaram os saltos altos. No século 19, quando a mulher começou a exigir direitos iguais como o direito ao voto, eles foram abandonados.

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Os saltos altos tem muito a ver com a feminilidade, e sempre foram ligados à mulher e ao lado sexual. Hoje, com o empoderamento feminino e a valorização do feminismo, o salto começa a ficar esquecido. Com o sportswear cada vez mais em alta, uma moda mais casual tomando conta das ruas e camisetas sendo a estrela e mandando recados como: “the future is female”, não há como voltar atrás.

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Até Victoria Beckham já desistiu dos saltos no dia a dia, declarando: “já não posso usar saltos”.

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A moda se adapta rapidamente às novas tendências, e desde que o sapatos flats invadiram as coleções, o conforto é um quesito muito importante na escolha de um sapato feminino. Além das flats lindas, os saltinhos como o kitten heels e os blocados e robustos são uma aposta da fashion industry. Uma forte influência dos anos 80. E uma excelente opção para um dia a dia intenso.

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Não há como negar esta importante mudança de rumo, não existe mais a necessidade de salto tão altos, nem em ambientes corporativos. Já postei aqui que dá pra ficar elegante mesmo sem salto

A opção de usar um salto alto, tipo stiletto, deve ser única e exclusiva da própria mulher, e não imposta por alguma regra. A elegância não deve ser medida em alguns centímetros, mas sim em atitudes.

LKV

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conheça um pouquinho da trajetória de Jum Nakao

Jum Nakao vai muito além do fashion design.

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Um nome que marcou a moda brasileira e que invadiu o cenário das artes plásticas, Jum Nakao, pode ser considerado um designer brasileiro de sucesso no mundo todo.

Radicado em São Paulo e neto de japoneses, de onde nasceu a origem de seu nome, Jum imprime a sua personalidade forte em todos os seus trabalhos.

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O ano: 2004, o lugar: São Paulo, o evento: São Paulo Fashion Week.

Neste momento, que já está no passado da moda brasileira, Jum Nakao escreveu de vez o seu nome no consagrado e seleto mundo dos designers.

Com o desfile “A Costura do Invisível”, fez história quando levou às passarelas modelos vestidas com roupas de papel, isso mesmo, papel vegetal em diferentes gramaturas; e completando o look, maquiagem e perucas do tipo playmobil. Foi sensacional, recebeu o título de desfile da década.

O trabalho era minucioso e foi modelado no próprio corpo das modelos da maneira oriental, ou seja, perfeita. Os detalhes simulavam rendas e brocados, através do trabalho manual elaborados nos relevos do papel.

Ao final do desfile, as modelos rasgavam os papéis, simbolizando, de um modo palpável, a efemeridade da moda. Foi o ápice, inesperado, e um desapego jamais demonstrado antes. Criador destruindo a criação!

Depois disso, Jum poderia não ter produzido nada tão fantástico quanto àquele evento único. Ao contrário, são dezenas de trabalhos importantes, que, cada vez mais, o consagraram como designer reconhecido internacionalmente.

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Um dos seus últimos trabalhos, uma instalação num shopping, Jum criou uma instalação lúdica e futurista, onde as pessoas podiam interagir, transcrevendo seus desejos para serem enviados através de balões.

Estar naquele local e interagir com aquela instalação significava entrar num outro mundo, o mundo dos sonhos. Quem teve a oportunidade de passar por lá, podia sentir-se assim, toda a atmosfera contribuía.

Jum Nakao, um designer, um artista, um nome que representa a força e a sensibilidade em prol de uma identidade.

LKV

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o design da moda de Gloria Coelho e suas inspirações

Com olhar futurista e traços minimalistas, a estilista que já completou 40 anos de carreira, mostra que se reinventar faz parte da vida. Dona de um estilo inconfundível e dos acabamentos impecáveis traz a sofisticação para o fashion design brasileiro.

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Gloria Coelho

Desde criança a estilista Gloria Coelho tinha alguma ligação com a arte. Gostava de escrever e pintar. Cursou o Instituto Berçot, em Paris, onde começou no mundo da moda.

Lançou sua primeira coleção em 74 e sempre fez sucesso com a sua criatividade. A arquitetura é uma influência constante em seus trabalhos. Com linhas retas, cartela de cores reduzida, detalhes curvilíneos, simetrias e estampas discretas, o design de Gloria é cultuado pelas mulheres mais requintadas e ligadas na moda brasileira.

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o design de Gloria Coelho

Em suas coleções pode se perceber referências ecléticas, desde a arquitetura, o futurismo, a arte, passando pela física quântica e até o misticismo. Coisas que só ela sabe mixar, tornando cada peça da sua coleção uma obra única, diferenciada e inserida num universo especial de sentimentos.

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Gloria Coelho SPFW/2016

No que diz repeito à modelagem, é particularmente detalhista e se vê de longe a perfeição do caimento das roupas e dos acabamentos. Quanto à mistura de tecidos também dá show, sempre, investindo principalmente em inovações tecnológicas.

Em seu último desfile, no SPFW verão 2018, Gloria inovou mais uma vez, trazendo à passarela e vestindo a sua coleção, mulheres da vida real, como Marina Lima e Julia Petit.

Apaixonada por cachorros, interessada nos estudos da cabala e da astrologia, e autointitulada de “careta”, sabe como ninguém conviver com as suas facetas e reunir tudo num só conceito que define toda a sua personalidade.

LKV

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o que o Rei Sol proporcionou para o mundo da moda?

O fashion design está cada vez mais sofisticado, mas em seus primórdios, deve reconhecer os legados que rei Luís XIV institui ao longo do seu reinado.

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Luis XIV

Na França do final do século XVII, o que reinava era a monarquia absoluta do rei Luís XIV. A sua missão era de governar sem nenhuma limitação imposta pela constituição ou pela legislação. Sua famosa frase: “L’etat c’est moi” (eu sou o estado) definia toda a sua personalidade. Considerava-se representante de Deus na Terra. Proclamado como “Le Roi Soleil” (o Rei Sol) acreditava que, além do sol simbolizar a vida também era símbolo de ordem e rigor.

Apesar do seu discurso político, foi considerado um rei muito carismático e incentivador das artes. Responsável pela construção do Château de Versailles, grandioso e decorado com o seu inconfundível estilo, marcou fortemente um período com as suas características. Criou o que podemos considerar hoje de regras de etiqueta.

Foi a partir de Luís XIV que Paris começou a se impor na Europa com novos padrões sociais, de comportamento, boas maneiras e moda. Ainda que fosse conhecido pelos maus odores que exalava devido à escassez de banhos, o rei era extremamente preocupado com a sua aparência.

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Sapato de salto conhecido como Luis XIV

Era considerado baixinho por isso foi eternamente adepto dos saltos altos, sua marca registrada, copiado pela corte. Também foi usuário de grandes perucas, principalmente depois que começou a ficar careca, sempre ostentava uma vasta cabeleira artificial, o que virou moda durante anos. Vestia-se de uma maneira muito luxuosa, com tecidos nobres e acabamentos ricos em detalhes. O período era o Barroco. Repleto de suntuosidade e particularidades, o período foi representado na arquitetura, nas artes e nas roupas.

Além de o Rei Sol ter revolucionado os costumes da época, fazendo escola e vivendo no luxo, apresentou, inclusive, hábitos que até hoje usamos no nosso cotidiano. Perfumes, saltos altos, salão de cabeleireiros, gastronomia e os criadores de moda são algumas das heranças deixadas por ele. Pode ser considerado, também, o primeiro criador de uma “escola” de moda no mundo. Muitas pessoas seguiram seu estilo por anos.

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Famoso figurino da época inspirado no rei sol – Ballet de la Nuit

O que hoje intitulamos tendência de moda foi implementado por um vaidoso que queria se diferenciar dos simples mortais e súditos para ser reverenciado como o sol.

Quem trabalha com o mundo do fashion design sabe reconhecer um trendsetter, uma estrela que dita moda.

Talvez o maior presente que ganhamos tenha sido saber reconhecer e distinguir a importância do savoir vivre! A arte de viver bem.

LKV

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o reflexo no espelho nosso de cada dia…

Todos os dias ao acordar você se depara com um alguém do seu outro lado quando se olha, o seu próprio reflexo no espelho. Você realmente gosta daquilo que vê?

Somos tão bombardeados diariamente por informações sobre beleza, pele, cabelos, roupas…Tantas dicas, tantas tutorias, tantos “o que fazer, como fazer”… Que dá até preguiça, né? Ser politicamente correto, aceito e estar dentro dos padrões, mas quais padrões? Já questionei sobre isto aqui antes.

Somos o que somos, simples assim! Por que precisamos sempre agradar? Somos aquilo que enxergamos no espelho, queira ou não! Com defeitos ou qualidades, com seu próprio corpo, ou cabelo ou tom de pele.

Um dos principais dramas da sociedade atual é a própria aceitação e a do próximo, geralmente com quem convivemos. Estamos sempre querendo mudar alguma coisinha…

Temos que aceitar as diferenças!

Por isso quando conheci o trabalho deste artista adorei e estou compartilhando. Francesc Planes, 22 anos, fotógrafo, da Espanha. Ele resolveu questionar estes padrões em uma série fotográfica chamada Normal.

Através das sua lentes, ele mostra a beleza de pessoas comuns, que já sofreram bullying por conta de alguma “diferença”, ao expor corpos que, na teoria, não se encaixam nos padrões de beleza atuais. De uma maneira simples e direta, de uma forma pura, sem intervenções. O seu objetivo principal é celebrar aquilo que não é considerado “normal” e mostrar que a realidade também tem a sua beleza singular e original.

Pra mim foi inspirador!

Confira as fotos e um pouco do trabalho de Francesc Planes.

Alba Parejo nasceu com mais de 500 pintas e pelos amarronzados por todo o seu corpo.”Meu ex-namorado disse para eu não mostrar minhas costas para ninguém, porque ninguém quer ter uma namorada deformada”.

Jordi teve seu olho removido quando era criança, por conta de um tumor que crescia atrás dele. Hoje, ele usa uma prótese no lugar do olho perdido.

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Guille sofria bullying por ter alopécia.

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Tess era chamada de “baleia”.

Acredite no seu poder e na sua beleza. Todos somos diferentes uns dos outros. E isto é o que nos torna únicos!

fotos/legendas: reprodução/Francesc Planes

LKV

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a liberdade que uma época criativa ainda inspira nos dias atuais

O design de moda até hoje busca inspiração e referência num dos períodos mais marcantes, principalmente, no que se refere à mudança e a ruptura de paradigmas sociais e comportamentais do sexo feminino.

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Com o fim da Primeira Guerra Mundial em 1918, os anos 20 chegaram para abalar as estruturas da sociedade que ainda fazia grandes distinções entre homens e mulheres. Considerado os anos loucos, toda a década de 20 foi bem vivida pelas pessoas, que queriam mais é se deleitar na vida noturna, no Charleston, no jazz, nos cinematógrafos, na arte de Pablo Picasso e Salvador Dalí ou na abundância que a nova vida oferecia. Enfim, tudo que podia ser prazeroso. E todos queriam mais é aproveitar a vida e resgatar certa leveza, depois dos anos difíceis que uma guerra pode proporcionar.

Foi um período de muita prosperidade, de crescimento industrial e reurbanização das cidades. O desejo era o de reconstruir tudo, além de obras arquitetônicas e de engenharia, a ideia era a de reestruturar também uma nova sociedade, deixando de lado velhos comportamentos e hábitos antiquados.

Paris era o centro do mundo, tudo que acontecia lá servia de referência. Ditava moda.

A principal mudança foi a feminina, que queria tudo o que estava ao seu alcance e muito mais, toda a liberdade possível. Foi o início da emancipação da mulher, que passou a frequentar lugares públicos sem a necessidade de estar acompanhada, principalmente ao anoitecer.

Com toda essa mudança de comportamento, o reflexo foi nas roupas, nos cabelos e na maquiagem. Em plena fase da art déco, a moda também seguiu o mesmo design. O visual era mais leve, elegante, reto e tubular. Sem realçar formas, o ideal era ter seios e quadris pequenos e a sensualidade estava nos tornozelos à mostra. Na cabeça o chapéu era o cloche, usado com cabelos curtos à la garçonne. Quem mais brilhou nessa época foi a estilista Coco Chanel.

O que tudo isso tem a ver com o design que conhecemos? A liberdade é o maior legado. Para o design de moda principalmente. A necessidade de tecidos mais leves e fluidos, formas mais retas e ao mesmo tempo sensuais, roupas mais práticas e fáceis de usar sem perder a feminilidade. Além disso, já foram feitas muitas releituras dos anos 20 pelos designers de moda atuais. E deram muito certo.

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Em 2012, Prada, Gucci e Alberta Ferreti fizeram releituras deste período e referências da art decó no design das suas badaladas roupas. Na refilmagem de Great Gatsby, em 2013, Catherine Martin levou o Oscar de melhor figurino. O filme, passado na década de 20, pode contar com a preciosa ajuda de Miuccia Prada para a criação dos seus figurinos. Muito bem elaborados e com detalhes primorosos, o design das roupas e dos acessórios fizeram sucesso entre as fashionistas. E, como consequência, vários designers de moda também produziram coleções inspiradas nos anos 20, que virou uma tendência de moda.

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Não dá pra duvidar a importância que o passado tem na nossa história atual. Grandes designers de moda procuram inspiração e absorvem as influências de épocas de grande efervescência cultural.

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LKV

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uma atitude positiva gera outra, e assim por diante…

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O velho ditado que a vovó nos ensinava: “a gente colhe aquilo que planta”, é a mais pura tradução da lei do retorno.

Pode parecer piegas, mas em tempos tão violentos e cruéis pelo qual a sociedade está passando, pequenas gentilezas fazem a diferença no seu dia. Como um simples “bom dia”, um sorriso discreto, uma palavra amiga…

Muita gente já deve ter ouvido falar do profeta Gentileza, um personagem urbano que vagava pelo centro do Rio de Janeiro nas décadas de 70 e 80. Ele ficou famoso por pregar o amor e criticar os valores distorcidos da sociedade atual. Apesar de já ter falecido, a sua obra permanece até hoje e ainda é reconhecida, inclusive por turistas estrangeiros.

20021120-gentilezaGentileza estampava com cor os pilares cinzas da cidade, e mesmo depois de suas intervenções terem sido apagadas por um período, elas foram recuperadas, voltaram a aparecer e permanecem no mesmo local. Ele fazia inscrições nas pilastras dos viadutos da zona portuária, juntas são como capítulos de um livro. Mesmo com a implosão do viaduto da perimetral as mensagens não foram atingidas e foram tombadas pela prefeitura da cidade. Sempre gostei de ver as suas inscrições e acho que fazem parte daquele local, que não é o mais bonito da cidade, pelo contrário. As inscrições deixam tudo mais colorido.

O mais importante que fica do profeta é a mensagem. A mais conhecida: “gentileza gera gentileza” é a mais simples e mais significativa. Algo que devemos praticar no cotidiano, que tem feito muita falta e que tem sido frequentemente esquecida.

O profeta fazia a sua parte. Vamos passar adiante! Embora o tempo tenha passado, as palavras continuam iguais. A necessidade é que aumentou. Da mesma maneira que coisas negativas acontecem como um efeito dominó, as coisas positivas também formam uma cadeia. Uma atitude pequena faz a diferença. Se cada um praticar um pouquinho, juntos podemos ser maior.

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O coletivo deve agir assim. Pensar no bem estar geral. Entender que um pequeno ato errado pode afetar sensivelmente a vida do próximo. Da mesma forma o contrário pode acontecer.

Só que não adianta fazer uma coisa boa e ficar esperando alguma outra coisa em troca… As atitudes devem ser sinceras e espontâneas. Só assim o ciclo da generosidade e da gentileza se move. Com verdade.

Desviar a sua atenção para o lado, não vai tirar você do seu caminho. Olhar para o próximo com mais condescendência só aumenta a sua própria estima.

A lei do retorno é infalível, pode demorar, mas aquilo que damos, com certeza, recebemos!

LKV

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já ouviu falar em sincroina na moda e no amor?

Nunca imaginei que isso existisse, mas depois de conhecer a história deste casal acredito que sim! E que as pessoas podem ser felizes à sua maneira, que é inigualável.

Cada indivíduo é único no mundo com suas limitações e suas virtudes. Cada um se expressa do jeito que for conveniente. Cada ser pode transmutar as próprias características físicas e ousar se expressar através das suas roupas. É por este caminho que a moda entra.

A moda sempre foi um meio de apresentar um pouco da personalidade das pessoas. Não adianta dizer que não, porque mesmo que você não ligue a mínima para a fashion industry, ela esta aí, onipresente, invadindo a nossa vidinha simples. Mesmo que você seja básica e use jeans, tênis e camiseta; vai ser obrigada a vestir alguma coisa para sair de casa, afinal de contas na nossa civilização é bem comum andar vestido nas ruas!!!

Por isso a moda é uma maneira de expressão, de aparentar visualmente nossas vontades ou desejos. Para trabalhar, você usa uma roupa mais formal; para ir à praia, usa roupa de banho; para passear, uma roupa mais confortável… E por aí vai.

Por incrível que pareça um casal japonês decidiu mostrar a sua sincronia afetiva através das roupas também. Moda e amor, uma parceria muito romântica.

Às vezes até acontece, sem querer, você e o seu parceiro vestir alguma peça da mesma cor, por exemplo. Mas isto sem nada planejado, apenas pela convivência diária isto acontece. Freud deve explicar!

Só que de propósito, combinando mesmo, com a intenção de parecer igual, é bem inusitado. Deve ser uma tendência dos países asiáticos. A ideia é cool, divertida e dá um ar de jovialidade ao casal já vivido.

Tomi e Tsuyoshi Seki, casados há 36 anos, diariamente combinam seus looks e ainda fotografam para compartilhar no Instagram (@bonpon511). Já possuem quase 600 mil seguidores e são uma dupla muito fashion. Usam listras, preto e branco, xadrez vichy. Abusam da criatividade!

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Conseguiu entender por que a moda e o amor podem combinar tão bem? Não é só uma questão de estilo. É também uma parceria que combina pra vida, pro cotidiano, pra fortalecer uma relação. Existe, além de roupas combinadas, existe uma reciprocidade de afeto, de respeito, de uma troca mútua de dar e de receber.

Para nós: pode servir de inspiração para muitas coisas… Para o casal: vida longa, que continuem dando exemplo de amor e cumplicidade. E, o mais importante nos dias difíceis no qual vivemos, liberdade de expressão.

A lição que fica é a de viver uma vida de maneira mais leve, sem tantos conceitos já estabelecidos e podendo se divertir independente da idade.

LKV

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a moda, o design, a inovação de tecidos e a impressão 3D

Quando se pensa em tecnologia na moda o que logo vem à cabeça são cenários futuristas, roupas inteligentes e interativas, ou o figurino de alguns filmes clássicos de ficção que bateram recorde de bilheteria.

Porém, nada de concreto. Afinal, o que se pode esperar de inovação tecnológica na indústria da moda no século XXI, hoje, onde o futuro já chegou.

Impressão 3D

Existe um grande mercado pesquisando por novas soluções e roupas que possam ser práticas e ajudar no dia a dia. Uma das grandes revoluções, que também está revolucionando outros mercados, é a impressão 3D.

Na indústria da moda a impressão 3D começou com acessórios e peças conceituais, mas já tem designer pensando além.

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A estilista Danit Peleg, já tinha criado peças em impressora 3D para a sua formatura, agora ela lançou uma jaqueta bomber, elaborada em um material de borracha especial com forro de tecido. A peça pode ser feita, cor e tamanho, de acordo com a preferência do cliente. Mas o custo ainda é alto, U$ 1500, isto por causa do tempo de produção e dos materiais usados na elaboração da peça.

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A designer Maria Alejandra Mora-Sanchez, também criou um vestido em tecido plástico expansível inspirado no desenho do origami. Como o design é geométrico e vazado, o vestido também é adaptável, expansível, flexível e o mais importante: usável.

Tecidos tecnológicos

No quesito dos tecidos, já existentes, inovações também estão sendo feitas. Como tecidos que expandem, mudam de cor, repelem a água e muito mais.

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O designer, Ryan Mario Yasin, criou roupas infantis que expandem de acordo com crescimento da criança. Com experiência em engenharia aeronáutica ele pesquisou e chegou ao formato de dobradura para desenvolver as peças, que são à prova d’água e vento. “A estrutura deforma de acordo com os movimentos da criança, expandindo e contraindo em sincronia com o corpo”, explicou Ryan em entrevista ao Dezeen.

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Pesquisadores da Universidade Deakin, na Austrália, também estão estudando essas novas tecnologias. Neste caso, a pesquisa é com tecidos repelentes à água e auto-cura. A partir de uma tela super repelente a água, feita com nanopolímeros com propriedades de auto-reparação, ou seja, mesmo sendo danificada a peça pode se reformular.

Na área de roupas esportivas o desenvolvimento é grande. Além de confortáveis as peças são multifuncionais. Um exemplo, é a start up indiana que criou uma camiseta com LED’s embutidos, que ligada a um smartphone também monitora as atividades físicas.

Design minimalista e Freegender

O futuro em que vivemos é mais simples e objetivo. Apesar de muitas inovações e pesquisas sendo realizadas, essas tecnologias ainda não estão à disposição de todos e ainda vão demorar para ser acessíveis ao grande público.

Hoje, o que se move na contramão do poder consumista da indústria da moda é o minimalismo. Principalmente no estilo de vida das pessoas. Viver uma vida sem tantos excessos, com um consumo mais consciente e com uma preocupação com os danos ambientais.

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Por isso, o design minimalista e a moda freegender, ou seja, sem gênero definido, são a nossa realidade atual. Vão de encontro à um pensamento que une uma moda durável com a liberdade de um estilo próprio. Sem a necessidade de um consumo desenfreado, mão de obra escrava, design repetitivo com muitas cópias e materiais de baixa qualidade.

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O futuro próximo surge com a necessidade de bem estar coletivo. E a moda responde com um design clean e uma maior liberdade de expressão.

LKV

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mais amor, por favor!

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by batter shell tactical

Se você for procurar no dicionário vai perceber que o significado de família ainda continua o mesmo, mas na prática, o que temos visto são novas famílias se formando de maneiras bem diferentes do que estávamos acostumados.

Para mim, o real significado de família é amor, independente de qualquer coisa.

Pais e mães, avôs e avós estão mudando de figura e toda mudança é bem vinda.

Hoje, vemos casais separados que se unem novamente e carregam seus filhos para novos relacionamentos, formando famílias cheias de meio-irmão.

Pais assumindo filhos que não são biologicamente seus ou mães sem filhos criando enteados, originários de outros relacionamentos.

Famílias com crianças adotivas, independendo de cor, raça, sexo e idade dos próprios pais.

Outras que procuram meios de gerar uma criança através de barriga solidária, ou buscam a medicina para fazer fertilização in vitro, e de repente nascem gêmeos, trigêmeos ou quadrigêmeos.

Famílias com duas mães ou com dois pais.

Casais sem filhos, mas com animais de estimação.

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by miguel perez

Ou seja, não existem limites para a nova formação destas famílias modernas que transcendem aquilo que estávamos acostumados a ver. É muito positivo encontrar essa multiplicidade de opções, onde a pessoa tem a liberdade de ser o que deseja, naturalmente.

Temos que acolher esses novos formatos de família, mais do que isso, olhar de uma forma igual, sem preconceitos ou julgamentos. Porque independente de qualquer coisa o que move as pessoas é o amor, que é o mais importante.

LKV

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conheça HYGGE, o lifestyle do momento que vem ganhando adeptos no mundo todo

how-to-live-hygge-lifestyle-bed-guru (5).jpgJá ouviu falar em hygge? Este é um conceito dinamarquês, que assim como a nossa palavra “saudade”, não existe uma única tradução similar em outras línguas. Por isto é subjetivo, um estilo de vida singular do povo da Dinamarca.

Hygge pode ser definido como aquilo que traz uma sensação de bem estar, aconchego, conforto ou felicidade. Este, é um dos motivos pelo qual ele vem sendo cada vez mais espalhado pelo mundo afora, e, também porque a Dinamarca é conhecida como um dos países mais feliz do mundo.

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Baseado num conceito de vida simples, onde o que importa são as pequenas coisas do dia a dia; como um café quentinho com biscoitos caseiros, o aconchego de cobertas macias ao assistir um filme, ou um jantar à luz de velas. Tudo o que valoriza pequenos gestos de delicadeza, carinho e gentileza.

Na Dinamarca não há muitas privações forçadas. O que se tenta é ser generoso consigo mesmo e com os demais. Os dinamarqueses não bebem ou comem em excesso e depois cortam tudo. Nem fazem dietas ‘ioiô’.”

Helen Russell, autora de um livro sobre o tema.

Dê uma olhada nas imagens abaixo

E entenda melhor o significado do estilo hygge de viver a vida, seja na decoração da casa ou na moda da roupa, enfim no lifestyle.

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Embora tenha surgido em um país de clima frio, onde as pessoas passam mais tempo dentro de casa curtindo horas ociosas, confortáveis e felizes, este estilo está se disseminando pelo mundo.

O hygge é tema de um blog, Hello Hygge por Kayleigh Tanner, de uma loja online de papéis de parede e de uma padaria em Los Angeles que vende pães típicos dinamarqueses. Ou seja, está aparecendo em muitos lugares

Mas dá pra entrar na mesma vibe mesmo com o calor dos trópicos?

Basta adaptar o hygge à nós. É aprender a valorizar pequenos prazeres do cotidiano que muitas vezes nos passam despercebidos, e fazer mais coisas agradáveis e aprazíveis; como receber amigos em casa para um bom papo, arranjar tempo de qualidade e cuidar de si mesmo, ou se satisfazer ao redor de uma mesa farta de boa comida, boa bebida e boa companhia… A escolha é sua!

O conceito é subjetivo e pode ser adaptado ao que você acredita que é felicidade. O mais importante é ser livre de conceitos estabelecidos, viver de uma maneira mais leve e superar as culpas infundadas. Buscar a plenitude.

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