crônica

algo sobre a paciência, hoje!

stevepb

Exercer a paciência nos dias de hoje é um ato que está cada vez mais difícil de ser executado. Pelo menos para a maior parte do mundo contemporâneo. Pobres mortais, é claro!

Com o dia a dia mais atribulado, mais tarefas, mais compromissos a serem realizados, as pessoas têm pressa para fazer quase tudo. Inclusive nos momentos de lazer, ficar sem fazer nada na praia tomando banho de sol, por exemplo. Essa aí é uma das opções que eu também não tenho mais a menor paciência!

É engraçado mais com o passar do tempo, ou seja, com o envelhecimento chegando, a teoria diz que deveríamos ser mais pacientes… Só a teoria, porque se você analisar uma fila qualquer em qualquer lugar, os mais apressados são sempre os mais velhos.

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Sinceramente, não sei o porquê deste fenômeno que vivemos, aonde temos a sensação de que as horas estão sempre à nossa frente, voando à jato, de maneira assustadora. E vemos o tempo passar impotentes e sem a menor paciência.

Outro dia assisti uma cena particularmente triste: uma mulher e uma doença em estágio terminal. No programa, que falava sobre doenças graves, esta jovem senhora estava sendo entrevistada e era questionada sobre seus desejos…

Quando acontece algo assim, imagino que a pessoa tem que ser muito paciente mesmo, deve ao menos aprender, porque é a única coisa que resta é esperar, ter paciência.

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Quantas pessoas, muitas vezes, têm que parar tudo, toda uma vida por um motivo muito maior do que as suas vontades. Ficam impossibilitadas de fazer outras coisas ao mesmo tempo. E tem que aprender de verdade a ser mais pacientes.

A gente descobre que a vida não vai acabar se não conseguirmos realizar tudo o que desejamos.

Simples assim?

O que dá pra entender é que ter paciência nos tempos de hoje é algo muito relativo.

LKV

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“a saudade é o que faz as coisas pararem no tempo”, Mario Quintana

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Às vezes bate uma saudade, uma nostalgia…

Uma saudade boa, de um tempo que não volta mais… Parece papo de gente antiga, mas não! Isto faz parte da vida, dos sentimentos humanos, das nossas carências.

Lembrar-se da própria infância, diferente da de hoje em dia, diferente da dos pais. Do pouco que vem à memória, as lembranças são muito boas.

Tinha cheiro de lancheira com suco derramado, barulho de crianças brincando no pátio da escola, de sujar a bicicleta (de propósito!) quando passava em cima de uma poça d’água, das risadas espontâneas e incontroláveis dentro do elevador, da vó benzendo toda hora, da praia vazia no inverno, do vapor que sobe da terra depois que chove no verão, do sonho de ser uma mulher “maravilha”… de coisas simples. Inesquecíveis. As coisas boas dão uma saudade legítima que dói. Dói lembrar de um tempo bom que não pode mais voltar.

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A saudade que bate é a saudade de nós mesmos, da inocência, da esperança, do sonho, de um coração apaixonado, da certeza de poder ter a casa dos pais pra voltar sempre…

A vida vai passando e a crueldade do tempo nos leva as pessoas que mais amamos pra um lugar distante, onde não temos permissão de ir. Dói! Ah, como seria bom rever por um minuto um alguém que se foi.

Nunca vamos voltar a ser o que já fomos um dia. As marcas que a vida vai nos imprimindo podem cicatrizar mas permanecem dentro de nós, como experiência. E aquela inocência vai ficando esquecida. Sem querer vamos nos readaptando, nos moldando, e o sofrimento nos afasta de nós mesmos. E a saudade vai corroendo.

O que já fomos um dia no passado não é o mesmo que seremos no futuro. Por isso às vezes dá essa saudade melancólica e boa pra suspirar. De relembrar, reorganizar, reenergizar. Ainda bem que a essência permanece na alma.

LKV

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quem não ama uma vitrine em “sale”, “off” ou “liquida”?

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Antes do fim de cada estação sempre tem uma liquidação! Para acabar com o que não foi vendido ou mudar toda a coleção.

Em algumas lojas vale realmente a pena entrar num sale, e poder comprar bons produtos com preços muito abaixo do que estava sendo vendido.

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Como não amar isto? Nós mulheres, então nem se fala. Não dá pra passar por uma vitrine alheia a algo que clama pela nossa atenção!

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É lógico que você pode se arrepender mais tarde e comprar pelo impulso, mas…

Please, sem loucuras!!!

Pra não entrar em ciladas é sempre bom comprar roupas mais simples, clássicas, descomplicadas e observar bem a peça que, geralmente, não pode ser trocada depois.

Às vezes você compra uma peça de roupa (que estava desejando há algum tempo) e na outra semana ela já está com o preço abaixo daquele que você pagou. Não dá um arrependimento? Podia ter esperado um pouquinho mais…..

O contrário, comprar alguma coisa mara na liquidação, é muito prazeroso. Comprar uma peça desejo e usá-la por muito tempo, melhor ainda! Quem nunca?

saleEsses comportamentos femininos, geralmente, irritam a maioria dos homens, que não entendem os nossos motivos. Pra que ficar “fuxicando” num loja se não está precisando de nada? Ficar só olhando sem objetivo, comprar sem necessidade, e procurar por coisas só porque estão mais baratas???

Mulheres e suas manias. Mania de coisa boa e que dá a sensação de prazer e bem estar.

Por isso, se você tá podendo, se joga nas liquidações. E aproveita!

LKV

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… e se você não for convidada para dançar …

karl heinz boehmer

E se ninguém te tirar pra dançar? Pode ser uma questão bem antiquada, mas para quem passou uma boa parte da vida nos anos 80… Naquela época era assim… Os grandes eventos que tínhamos eram as festinhas americanas, que geralmente aconteciam nos salões de festas dos prédios, sem toda essa infraestrutura que se tem hoje.

Obviamente que hoje em dia, os adolescentes não sabem o que isso significa, mas eu acho que é apenas uma questão de troca de nome de evento, hoje o pessoal vai pra balada mesmo! No nosso tempo as dúvidas e os medos eram diferentes, a maioria das meninas pensava: “e se nenhum menino me chamar pra dançar???” Ainda dançávamos música lenta de casalzinho. Era o fim! Acho que todas sobreviveram a isso! Thanks God!

Apesar da distância do tempo e do estilo de vida que existe hoje, as dúvidas e as inseguranças femininas continuam.

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Lendo uma matéria sobre o que os homens acham das paranoias femininas, dá pra perceber que os homens não ligam a mínima para as nossas paranoias. Nós, mulheres, é que nos preocupamos com as nossas questões, com pneuzinhos, celulite, estrias, cabelos, pele ou cravos e espinhas…. Coisas insignificantes!

Mas por que será que precisamos da aprovação ou apoio dos homens? Porque, mesmo com toda a independência, bem lá no fundinho, ainda precisamos deles pra viver. Será mesmo? Parece que a vida sem os homens é um pouco sem graça. Afinal de contas, com quem implicaríamos?

Estamos sempre tentando buscar a felicidade, o equilíbrio, a harmonia, mas só sei que ninguém que ficar solteiro ou sozinho.

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Para dançar precisamos ser convidados ou convidar, aceitar o convite e entrar no mesmo ritmo do parceiro e da música, o que pra ser bem sincera, não é muito fácil. A maioria das separações ou “solteirices” hoje acontece pela falta de sintonia, cada um querendo puxar para um lado. Não é tarefa fácil saber qual solução tomar.

Tem gente que prefere nem aprender a dançar, outros que se jogam em vários ritmos diferentes, o correto mesmo é buscar a harmonia, o que nem sempre acontece. Mas acho que, o que resolve, é encontrar o parceiro certo, no ritmo certo, o que pra alguns é bem difícil. E você, vai ficar aí parado ou vai dançar com alguém?

LKV

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crônica, moda

a revolução cultural que mudou o cenário do fashion design

Os anos 60 trouxeram muitas transformações que mexeram com o comportamento da juventude, entre elas, a maneira de se vestir e de como consumir. Transgressora e inovadora a moda eclodia das ruas.

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Prenúncio do movimento hippie, o início da década de 60, começava com a geração beat, a discussão dos valores morais e o modo de consumo da sociedade. Contracultura passou a ser referência para a juventude. A palavra de ordem era transgredir, e se diferenciar era o objetivo.

Para os jovens o visual e o estilo foram a maneira de se expressar. Não havia uma moda a ser seguida, quanto mais irreverente a maneira de se vestir melhor. O street style nasceu dali, dos movimentos que estavam surgindo e dos guetos que estavam se formando. Não havia mais uma única moda a ser seguida, a ditadura do “new look” foi quebrada, não existia mais a maneira correta de se vestir. A moda era não estar na moda, era ser diferente, chocar!

Foi o início de um mercado inexistente até então, o da moda jovem. Aquele design de moda derivado de uma moda mais antiquada, dedicada aos mais velhos, tinha perdido o sentido.

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O legado mais importante da moda nascido nos 60’s foi, sem dúvida nenhuma, a minissaia. Atribuída à inglesa Mary Quant e também ao francês André Courrèges, a criação da minissaia foi mais do que de uma única pessoa ou estilista. Ela veio dos movimentos das ruas, foi inventada pelas garotas que queriam modernizar seus uniformes.

Também surgiu nesse momento de ebulição criativa, a moda unissex, que trouxe liberdade para o tradicional modo de vestir, igualdade entre homens e mulheres e conforto.

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A década foi de grande importância para o mundo do fashion design. Grandes nomes nasceram naquele momento que democratizou a moda. Jovens estilistas começaram a aparecer. As boutiques, pequenas e charmosas, lançavam a moda do circuito alternativo dos jovens criadores e criativos. “Biba” era o nome da mais famosa boutique independente da época, que foi frequentada por famosos e anônimos. Era a tradução do swinging London, termo que representava a liberdade e a modernidade dos novos costumes e a agitação cultural que Londres vivia.

O final dos anos 60 ainda trouxe “Woodstock Music and Art Fair”, o festival de música mais famoso do século passado, que marcou toda uma geração.

Beatles, Jovem Guarda, Godard, Glauber Rocha, Andy Warhol, Mutantes, black power, pop art, women’s lib….Tantas foram as manifestações culturais que marcaram esta fase que até hoje ainda são lembradas e servem de referência para muitos artistas.

A moda também faz releituras que modernizam uma época que insiste em sair do passado.

LKV

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crônica, moda

pra elas e pra eles…

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Muito têm se discutido sobre gênero na moda. Gênero livre, fluido, genderless, freegender….Tanto faz, a essência é tornar a moda mais neutra, com peças de roupas que possam ser usadas tanto por mulheres quanto por homens. Seria a sofisticação da moda unissex?!? Pode ser, mas muito mais elaborada. Grandes marcas já começaram a investir neste segmento.

O fato é que mulheres e homens já trocam peças dos seus guarda-roupas há algum tempo, tentando criar um pouco mais de igualdade. Primeiro, as mulheres começaram a usar calças e camisas, depois veio o blazer, o colete e o oxford. Agora os homens usam calça justa, estampas florais, acessórios e o mais moderninhos se arriscam nas saias.

Esta liberdade é uma forma de evolução estética e uma quebra de tabus. Quem usa é estiloso(a) e cheio(a) de atitude. Quem não gosta tem que respeitar.

O que importa é a atitude. Sentir-se bem e confortável com aquilo que se usa. Com tantas opções que os dias atuais demandam, esta é mais uma, a tendência que está aí, veio pra ficar. Não é onde você se encaixa, é a liberdade que se deseja alcançar.

E você, o que acha?

LKV

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crônica, inspiração

uma pausa necessária para a autorreflexão

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Todo fim de ano é a mesma coisa. Agitação, tumulto, pessoas apressadas, falta de paciência… Parece que o mundo enlouquece. Tudo isso em nome do Natal e do Réveillon.

São datas simbólicas e comemorativas. Por que são tão importantes? Porque para nós os rituais de passagem são bem significativos, precisamos contemplar o tempo.

A cada ciclo novo na nossa vida é um novo momento que precisa ser comemorado. Temos a necessidade de fazer um balanço das coisas boas e ruins e assim poder melhorar, consertar, evoluir. Desse jeito parece que podemos controlar o destino

Neste período se encaixa uma prática japonesa chamada Naikan. Significa: “olhar para dentro“. Fazer uma reflexão sobre nós mesmos. Baseados em três pontos que nos fazem questionar sobre nossos atos de uma maneira mais clara, perguntando-se:

  1. O que eu recebi?
  2. O que eu dei?
  3. Que inconvenientes eu causei?

Pode ser para alguém ou para algum acontecimento ou fato. Parece simples, mas é difícil e bem profundo, principalmente se for verdadeiro. A experiência é bem gratificante. Fica a dica. Nos faz refletir sobre nós mesmos.

Mas não precisa ser tão inflexível, escolha o meio termo. Como já disse Pedro Bial: “Faça o que fizer, não se auto-congratule demais, nem seja severo demais com você. As suas escolhas têm sempre metade das chances de dar certo. É assim para todo mundo”. 

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O mais importante é renovar as esperanças, acreditar em tempos melhores e ter fé no futuro. Precisamos disso para viver. Dar uma pausa não é só se divertir ou relaxar, é também saber se perdoar e renascer. Recarregar a energia!

Por isso uma pausa é tão significativa!

Bom Natal e um Feliz Ano Novo! Nós vemos em 2018!

LKV

fotos:reprodução/Pixabay

 

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já ouviu falar em perennials?

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O conceito de millennials já está mais difundido do que nunca em diversos lugares, principalmente na web. São aqueles nascidos entre os anos 80 e 95, ou também a chamada geração Y. Um grande mercado consumidor.

Agora descobriu-se um outro grande nicho: perennials, ou aqueles que levam um estilo de vida “ageless“, sem idade definida. São, especificamente, mulheres acima dos 40 anos.

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Como eu, quem escreve aqui!

O conceito vem de “perene” e foi criado no fim do ano passado, pela empreendedora de tecnologia Gina Pell, na revista Fast Company. Para ela: “é uma pessoa que cultiva um estilo de vida que harmoniza hábitos e gostos de diversas idades. Um movimento que não se baseia em noção cronológica, mas em identidade social“.

Ou seja, fora ao conceito de meia-idade!

A SuperHuman, uma produtora de Londres especializada em conteúdo feminino, realizou uma pesquisa onde foram entrevistadas mais de 500 mulheres acima de 40 anos no Reino Unido, confira o resultado:

2/3 dessas mulheres acreditam estar no auge da vida,
67% se sentem mais confiantes do que há dez anos,
84% acreditam que não podem ser definidas pela idade,
90% tem estilo e atitude muito mais jovens do que tinham suas mães.”

“Essas mulheres tem sede de experiências tanto quanto as millennials”, afirma Sandra Peat, cofundadora da SuperHuman.

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Além disso, também estão dizendo por aí que os 40 são os novos 30…

Independente de idade o que importa é a atitude, o comportamento e o estado de espírito. Não achar que está velha demais para determinadas coisas… Não se importar tanto com a opinião dos outros… Não precisar da aprovação de ninguém…

A maturidade traz uma forma de liberdade que até então era desconhecida, uma liberdade de quem deseja buscar viver de uma maneira mais suave e sem tanto peso pra carregar.

Desmistificando a velha rotina de filhos e trabalho. Afinal, tudo o que temos na vida são fruto da opção e das escolhas que um dia fizemos. Sem lamentações!

Saber que cada época vivida teve o seu momento de importância e serviu de aprendizado. E que é legítimo se reinventar e buscar novos desafios. Poder ter a certeza de que é sempre possível recomeçar.

Sem autossabotagem ou cobranças inúteis.

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A ideia é ir mais a fundo, não é só uma questão de fase, roupas para vestir ou lugares a frequentar. É uma questão de estilo de vida. De escolha própria. De ter coragem de encarar a própria vida e saber o que fazer com ela.

Acertando ou errando? Uma questão para ser assimilada e digerida a longo prazo. Uma vez que, com toda certeza, ainda nos resta algum tempo!

Veja exemplos de algumas mulheres famosas consideradas perennials:

Jennifer Lopez e Xuxa

Cindy Crawford e Sara Jane Adams

LKV

fotos:reprodução internet/Pixabay
fonte: MarieClaire
crônica, moda

abandonar o salto alto ou não, o que você acha?

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Não é de hoje que a polêmica existe. Usar sapatos de salto alto ou não? A questão que deveria ser uma opção das mulheres, muitas vezes, se torna uma obrigação em determinados eventos sociais ou em algumas empresas com características bem formais.

Quando Julia Roberts entrou descalça no tapete vermelho em Cannes conseguiu chamar a atenção do mundo para a causa. Por que as mulheres devem ser obrigadas a usar saltos altíssimos em certo lugares? Formalidade? Etiqueta? 

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Não é mais necessário estar em uma salto agulha para estar elegante. Existem tantas opções hoje em dia que o salto alto pode ser dispensado e mesmo assim continuarmos muito chiques.

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A moda é cíclica e já houve alguns momentos em que as mulheres dispensaram os saltos altos. No século 19, quando a mulher começou a exigir direitos iguais como o direito ao voto, eles foram abandonados.

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Os saltos altos tem muito a ver com a feminilidade, e sempre foram ligados à mulher e ao lado sexual. Hoje, com o empoderamento feminino e a valorização do feminismo, o salto começa a ficar esquecido. Com o sportswear cada vez mais em alta, uma moda mais casual tomando conta das ruas e camisetas sendo a estrela e mandando recados como: “the future is female”, não há como voltar atrás.

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Até Victoria Beckham já desistiu dos saltos no dia a dia, declarando: “já não posso usar saltos”.

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A moda se adapta rapidamente às novas tendências, e desde que o sapatos flats invadiram as coleções, o conforto é um quesito muito importante na escolha de um sapato feminino. Além das flats lindas, os saltinhos como o kitten heels e os blocados e robustos são uma aposta da fashion industry. Uma forte influência dos anos 80. E uma excelente opção para um dia a dia intenso.

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Não há como negar esta importante mudança de rumo, não existe mais a necessidade de salto tão altos, nem em ambientes corporativos. Já postei aqui que dá pra ficar elegante mesmo sem salto

A opção de usar um salto alto, tipo stiletto, deve ser única e exclusiva da própria mulher, e não imposta por alguma regra. A elegância não deve ser medida em alguns centímetros, mas sim em atitudes.

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conheça um pouquinho da trajetória de Jum Nakao

Jum Nakao vai muito além do fashion design.

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Um nome que marcou a moda brasileira e que invadiu o cenário das artes plásticas, Jum Nakao, pode ser considerado um designer brasileiro de sucesso no mundo todo.

Radicado em São Paulo e neto de japoneses, de onde nasceu a origem de seu nome, Jum imprime a sua personalidade forte em todos os seus trabalhos.

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O ano: 2004, o lugar: São Paulo, o evento: São Paulo Fashion Week.

Neste momento, que já está no passado da moda brasileira, Jum Nakao escreveu de vez o seu nome no consagrado e seleto mundo dos designers.

Com o desfile “A Costura do Invisível”, fez história quando levou às passarelas modelos vestidas com roupas de papel, isso mesmo, papel vegetal em diferentes gramaturas; e completando o look, maquiagem e perucas do tipo playmobil. Foi sensacional, recebeu o título de desfile da década.

O trabalho era minucioso e foi modelado no próprio corpo das modelos da maneira oriental, ou seja, perfeita. Os detalhes simulavam rendas e brocados, através do trabalho manual elaborados nos relevos do papel.

Ao final do desfile, as modelos rasgavam os papéis, simbolizando, de um modo palpável, a efemeridade da moda. Foi o ápice, inesperado, e um desapego jamais demonstrado antes. Criador destruindo a criação!

Depois disso, Jum poderia não ter produzido nada tão fantástico quanto àquele evento único. Ao contrário, são dezenas de trabalhos importantes, que, cada vez mais, o consagraram como designer reconhecido internacionalmente.

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Um dos seus últimos trabalhos, uma instalação num shopping, Jum criou uma instalação lúdica e futurista, onde as pessoas podiam interagir, transcrevendo seus desejos para serem enviados através de balões.

Estar naquele local e interagir com aquela instalação significava entrar num outro mundo, o mundo dos sonhos. Quem teve a oportunidade de passar por lá, podia sentir-se assim, toda a atmosfera contribuía.

Jum Nakao, um designer, um artista, um nome que representa a força e a sensibilidade em prol de uma identidade.

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o design da moda de Gloria Coelho e suas inspirações

Com olhar futurista e traços minimalistas, a estilista que já completou 40 anos de carreira, mostra que se reinventar faz parte da vida. Dona de um estilo inconfundível e dos acabamentos impecáveis traz a sofisticação para o fashion design brasileiro.

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Gloria Coelho

Desde criança a estilista Gloria Coelho tinha alguma ligação com a arte. Gostava de escrever e pintar. Cursou o Instituto Berçot, em Paris, onde começou no mundo da moda.

Lançou sua primeira coleção em 74 e sempre fez sucesso com a sua criatividade. A arquitetura é uma influência constante em seus trabalhos. Com linhas retas, cartela de cores reduzida, detalhes curvilíneos, simetrias e estampas discretas, o design de Gloria é cultuado pelas mulheres mais requintadas e ligadas na moda brasileira.

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o design de Gloria Coelho

Em suas coleções pode se perceber referências ecléticas, desde a arquitetura, o futurismo, a arte, passando pela física quântica e até o misticismo. Coisas que só ela sabe mixar, tornando cada peça da sua coleção uma obra única, diferenciada e inserida num universo especial de sentimentos.

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Gloria Coelho SPFW/2016

No que diz repeito à modelagem, é particularmente detalhista e se vê de longe a perfeição do caimento das roupas e dos acabamentos. Quanto à mistura de tecidos também dá show, sempre, investindo principalmente em inovações tecnológicas.

Em seu último desfile, no SPFW verão 2018, Gloria inovou mais uma vez, trazendo à passarela e vestindo a sua coleção, mulheres da vida real, como Marina Lima e Julia Petit.

Apaixonada por cachorros, interessada nos estudos da cabala e da astrologia, e autointitulada de “careta”, sabe como ninguém conviver com as suas facetas e reunir tudo num só conceito que define toda a sua personalidade.

LKV

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