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moda versus vaidade: até onde precisamos ir?

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Atire a primeira pedra, quem nunca se sentiu enganada por uma vendedora de loja de roupas que disse que você estava linda, em um “strange outfit” ? E mesmo assim você comprou a roupa ficando na dúvida, e na dúvida resolveu achar que ela estava certa.

O que nos move a tomar atitudes como esta?

Provavelmente deve ser a nossa vaidade momentânea que nos clama por alguma audiência. Se procurar em um dicionário você vai ver que o significado de vaidade é: “excesso de valor dado à própria aparência, caracterizado pela esperança de reconhecimento e admiração de outras pessoas”. Ou seja, não precisamos simplesmente nos achar lindas, precisamos escutar de outra pessoa que estamos lindas.

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Neste espaço que existe entre achar e acreditar é que se encontra o marketing da indústria da moda. E se baseia toda a nossa indústria do consumo atual. Atingir um lado vazio que precisa ser preenchido em cima da nossa insegurança emocional.

Para ser feliz e linda você precisa ter….Qualquer coisa que você possa comprar, existem inúmeros apelos, o marketing do consumo é enorme.

Mas quando vamos perceber que precisamos resolver nossas questões internas sem a necessidade de consumir?

A moda e a mulher são dois alvos fáceis nesse mural de exemplos. Mulheres são diariamente convencidas que precisam de um sapato, ou uma bolsa, ou um vestido para serem consideradas amadas e especiais.

Vaidade se origina do latim, de vanus, que quer dizer vazio…

Mulheres são tão superiores que não precisam disso, apesar de ainda achar que precisam sim!

Até onde precisamos ir?

Talvez algo nos impeça de enxergar a verdadeira imagem que refletimos, vemos um reflexo distorcido da realidade e buscamos uma perfeição difícil de atingir. É aonde entra a variedade, e o apelo da fashion industry, que está a nossa disposição para alcançar o nirvana.

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Moda e vaidade andam de mãos dadas para alcançar a felicidade.

Quem nunca comprou algo que não precisava, com dinheiro que não possuía, para parecer o que não é, e passar uma impressão distorcida aos outros…..

Fica a reflexão sobre os nossos atos consumistas e a descoberta de uma nova consciência do que realmente importa para viver.

LKV

foto:Pixabay
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perennials, porque a idade é apenas mais um número!

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O conceito de millennials já está mais difundido do que nunca em diversos lugares, principalmente na web. São aqueles nascidos entre os anos 80 e 95, ou também a chamada geração Y. Um grande mercado consumidor.

Agora descobriu-se um outro grande nicho: PERENNIALS, ou aquelas que levam um estilo de vida “ageless“, sem idade definida. São, especificamente, mulheres acima dos 40 anos.

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Como eu, quem escreve aqui!

O conceito vem de “perene” e foi criado no fim do ano passado, pela empreendedora de tecnologia Gina Pell, na revista Fast Company. Para ela: “é uma pessoa que cultiva um estilo de vida que harmoniza hábitos e gostos de diversas idades. Um movimento que não se baseia em noção cronológica, mas em identidade social”.

Ou seja, fora ao conceito de meia-idade!

A SuperHuman, uma produtora de Londres especializada em conteúdo feminino, realizou uma pesquisa onde foram entrevistadas mais de 500 mulheres acima de 40 anos no Reino Unido, confira o resultado:

2/3 dessas mulheres acreditam estar no auge da vida,
67% se sentem mais confiantes do que há dez anos,
84% acreditam que não podem ser definidas pela idade,
90% tem estilo e atitude muito mais jovens do que tinham suas mães.”

“Essas mulheres tem sede de experiências tanto quanto as millennials”, afirma Sandra Peat, cofundadora da SuperHuman.

Independente de idade o que importa é a atitude, o comportamento e o estado de espírito. Não achar que está velha demais para determinadas coisas… Não se importar tanto com a opinião dos outros… Não precisar da aprovação de ninguém…

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A maturidade traz uma forma de liberdade que até então era desconhecida, uma liberdade de quem deseja buscar viver de uma maneira mais suave e sem tanto peso pra carregar.

Afinal, tudo o que temos na vida são fruto da opção e das escolhas que um dia fizemos. Sem lamentações!

Saber que cada época vivida teve o seu momento de importância e serviu de aprendizado. E que é legítimo se reinventar e buscar novos desafios. Poder ter a certeza de que é sempre possível recomeçar.

Sem autossabotagem ou cobranças inúteis.

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A ideia é ir mais a fundo, não é só uma questão de fase, roupas para vestir ou lugares a frequentar. É uma questão de estilo de vida. De escolha própria. De ter coragem de encarar a própria vida e saber o que fazer com ela.

Acertando ou errando? Uma questão para ser assimilada e digerida a longo prazo. Uma vez que, com toda certeza, ainda nos resta algum tempo!

LKV

fotos:reprodução internet/Pixabay
fonte:MarieClaire
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salto alto, muito alto, altíssimo: usar ou abandonar?

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Não é de hoje que a polêmica existe. Usar sapatos de salto alto ou não? A questão que deveria ser uma opção das mulheres, muitas vezes, se torna uma obrigação em determinados eventos sociais ou em algumas empresas com características bem formais.

Quando Julia Roberts entrou descalça no tapete vermelho em Cannes conseguiu chamar a atenção do mundo para a causa. Por que as mulheres devem ser obrigadas a usar saltos altíssimos em certo lugares? Formalidade? Etiqueta?

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Não é mais necessário estar em uma salto agulha para estar elegante. Existem tantas opções hoje em dia que o salto alto pode ser dispensado e mesmo assim continuarmos muito chiques.

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A moda é cíclica e já houve alguns momentos em que as mulheres dispensaram os saltos altos. No século 19, quando a mulher começou a exigir direitos iguais, como o direito ao voto, eles foram abandonados.

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Os saltos altos tem muito a ver com a feminilidade, e sempre foram ligados à mulher e ao lado sexual. Hoje, com o empoderamento feminino e a valorização do feminismo, o salto começa a ficar esquecido. Com o sportswear cada vez mais em alta, uma moda mais casual tomando conta das ruas e camisetas sendo a estrela e mandando recados como: “the future is female”, não há como voltar atrás.

Até Victoria Beckham já desistiu dos saltos no dia a dia, declarando: “já não posso usar saltos”.

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A moda se adapta rapidamente às novas tendências, e desde que o sapatos flats invadiram as coleções, o conforto é um quesito muito importante na escolha de um sapato feminino. Além das flats lindas, os saltinhos como o kitten heels e os blocados e robustos são uma aposta da fashion industry. Uma forte influência dos anos 80. E uma excelente opção para um dia a dia intenso.

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Não há como negar esta importante mudança de rumo, não existe mais a necessidade de salto tão altos, nem em ambientes corporativos. Já postei aqui que dá pra ficar chique mesmo sem salto.

A opção de usar um salto alto, tipo stiletto, deve ser única e exclusiva da própria mulher, e não imposta por alguma regra. A elegância não deve ser medida em alguns centímetros, mas sim em atitudes.

LKV

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moda neutra

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Com o conceito de gênero neutro cada vez mais em alta, cresce também o espaço para um mercado novo para o design de moda. A tendência apareceu de diversas formas, desde 2015, e com ícones do fashion design mundial. Mas não se trata apenas de uma aposta, e sim, de incontestável realidade que veio pra ficar.

A palavra unissex não é mais a única a designar unidade para ambos os gêneros. Agora a palavra do momento é ser neutro. Gênero neutro. Freegender. Gênero fluido. A discussão sobre a questão do gênero vem dominando as novas gerações que não querem mais ser rotuladas, querem ser o que desejarem ser em um determinado momento, flutuando entre seus próprios conceitos, e viver com a liberdade de escolha constante, sem preconceitos. O binário homem/mulher, masculino/feminino está sendo questionado e desconstruído.

Refletindo o comportamento da sociedade a moda também encara toda transformação como uma grande novidade. Não só pelo fato de ser precursora, mas, principalmente para atender a demanda de um mercado em ascensão. E com grande potencial consumidor.

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A britânica loja de departamentos Selfridges criou um ambiente agender, onde o cliente poderia escolher entre diversas opções, sem importar se fosse homem ou mulher. As peças estavam envolvidas em capas brancas, como uma tela sem pintura, à espera de uma identidade própria e demonstrando que o mais importante é o design de moda.

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Não se trata apenas de uma básica moda unissex. Vamos mais além! Na contra mão do hiperconsumismo a ideia, também, é a de valorizar o design. Optar por uma moda mais clássica, neutra, livre de estereótipos, e com um design minimalista e sofisticado.

Na vanguarda do fashion design, estilistas como Rick Owens e Martin Margiela, são grandes criadores de uma moda freegender, tentando refletir sobre a posição do homem pós-moderno na sociedade e a sua identidade.

Uma nova moda para um novo consumidor. Um design mais durável para um consumo mais consciente. Roupas em transfiguração para uma geração sem rótulos. O fashion que vai além do design e que representa ideias. Um consumidor que quer fazer parte de um movimento. A diversidade encarnada através de um design contemporâneo. A moda do gênero neutro traz um novo rumo para o fashion design.

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atitude é o que interessa, o resto não tem pressa!

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Tem mulheres que já nasceram com muito estilo, outras adquiriram com o próprio amadurecimento. O importante é manter a sua atitude fashion sempre, mesmo que você ache que já tenha passado da idade. Porque o que vale mesmo é acreditar no poder feminino, independente de quantas velinhas você já tenha soprado nesta vida.

Muitas “senhorinhas” dão um banho de charme e de elegância em muitas menininhas por aí (que ainda estão longe dos “enta”). O tempo é uma coisa muito relativa, está mais para um estado da alma do que algo que tange o corpo físico. Depende da autoestima de cada mulher, da valorização que cada uma concede a si mesma.

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Falando no quesito: moda….Por que? Está ligado a aparência e a auto imagem que temos de nós mesmas. Sem enaltecer a vaidade excessiva, concorrente voraz de uma obsessão pela juventude, mas ao cuidado que temos com a nossa aparência.

A roupa também é um reflexo do que somos, do que transmitimos para o mundo. É aonde entra a moda. Não precisa estar dentro das tendências! E sim ser fiel ao seu próprio estilo. De acordo com aquilo que deixa você à vontade, que traz bem-estar, que harmoniza com o seu corpo, isento de formas físicas…

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É por isso que este post é dedicado às mulheres maduras. É também para as mais jovens se inspirar nelas, naquilo que seremos amanhã. Porque muitas vezes nos deixamos vencer pelo cansaço e pela preguiça, e ficamos assim meio “largadinhas”! Como se um carro tivesse passado por cima da gente!

Vamos lá! Sem esquecer da alegria, do amor próprio e do batom!

Fiz uma seleção de looks com mulheres maduras “mega estilosas” para fazer você repensar. Acreditar no seu poder e aceitar que o estilo não morre nunca! A atitude fashion é para sempre! F-O-R-E-V-E-R!

(ps.: esta admiração também vai para a minha mãe, que ainda mantém o estilo e o incentivo às filhas!)

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menina, mulher, mãe… gênero feminino

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Amabilidade, generosidade, sensibilidade, delicadeza, sensibilidade…Também são do gênero feminino. Poderia ficar aqui citando mais de mil palavras, todas do gênero feminino, com força e poder no significado. Porém exemplificar a alma da mulher vai bem mais além do que simples definições.

Ser mulher significa simplificar a vida que escolhemos sem ter autopiedade, fazer múltiplas tarefas ao longo dos dias, buscar a independência com propriedade, amar incondicionalmente.

Ser mãe é ainda mais

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As mães mais novas podem ser um pouco diferentes das mais antigas. Hoje em dia existem tantos compromissos a serem cumpridos que a mãe tem que ser super pra conseguir dar conta de tudo, antigamente a vida seguia mais lentamente e as mães podiam se dedicar mais.

Independente do tempo que se tem, como ele é dividido e as culpas que rondam as cabeças femininas, as mães ainda são as mesmas, com as suas preocupações e cuidados de sempre. Por isso merecem um dia especial só para elas, que foi criado por uma filha que ficou órfã de mãe, sofreu muito a sua falta e quis homenageá-la de alguma maneira. A americana Anna Jarvis, que organizou a primeira homenagem às mães também queria realçar a importância da figura materna para as crianças.

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Não é à toa que este é considerado um dos dias mais importantes do ano, porque sempre vai haver um filho querendo demonstrar o amor que tem pela sua mãe. Mesmo que o presente não seja a estrela do dia, ele serve para expressar sentimentos, para provocar lembranças, para guardar no coração. Apesar de que, as mães sempre falam que o mais importante é ver as crianças bem, querem ganhar apenas um beijo e um abraço apertado e ter a presença de toda a família reunida no seu dia.

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Assim passam o dia delas, que na verdade deveriam ser todos os outros, sempre especiais. E as lembranças vão sendo guardadas e transformadas em fonte de energia para momentos difíceis. Da mesma maneira que uma caixa que guarda recordações do passado, e quando a reabrimos redescobrimos o que já fomos um dia.

No fundo, para nossas mães, seremos sempre aquelas crianças desprotegidas e assim sucessivamente, as filhas vão igualmente olhar para seus descendentes, e a história vai sempre se repetindo.

Para todas as mães, desejo que passem seu dia do modo mais feliz, junto dos seus amores. Com o coração pleno. Em especial para a minha mãe.

LKV

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moda e tecnologia uma realidade a ser alcançada

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Quando se pensa em tecnologia na moda o que logo vem à cabeça são cenários futuristas, roupas inteligentes e interativas, ou o figurino de alguns filmes clássicos de ficção que bateram recorde de bilheteria.

Porém, nada de concreto. Afinal, o que se pode esperar de inovação tecnológica na indústria da moda no século XXI, hoje, onde o futuro já chegou.

Impressão 3D

Existe um grande mercado pesquisando por novas soluções e roupas que possam ser práticas e ajudar no dia a dia. Uma das grandes revoluções, que também está revolucionando outros mercados, é a impressão 3D.

Na indústria da moda a impressão 3D começou com acessórios e peças conceituais, mas já tem designer pensando além.

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A estilista Danit Peleg, já tinha criado peças em impressora 3D para a sua formatura, agora ela lançou uma jaqueta bomber, elaborada em um material de borracha especial com forro de tecido. A peça pode ser feita, cor e tamanho, de acordo com a preferência do cliente. Mas o custo ainda é alto, U$ 1500, isto por causa do tempo de produção e dos materiais usados na elaboração da peça.

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A designer Maria Alejandra Mora-Sanchez, também criou um vestido em tecido plástico expansível inspirado no desenho do origami. Como o design é geométrico e vazado, o vestido também é adaptável, expansível, flexível e o mais importante: usável.

Tecidos tecnológicos

No quesito dos tecidos, já existentes, inovações também estão sendo feitas. Como tecidos que expandem, mudam de cor, repelem a água e muito mais.

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O designer, Ryan Mario Yasin, criou roupas infantis que expandem de acordo com crescimento da criança. Com experiência em engenharia aeronáutica ele pesquisou e chegou ao formato de dobradura para desenvolver as peças, que são à prova d’água e vento. “A estrutura deforma de acordo com os movimentos da criança, expandindo e contraindo em sincronia com o corpo”, explicou Ryan em entrevista ao Dezeen.

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Pesquisadores da Universidade Deakin, na Austrália, também estão estudando essas novas tecnologias. Neste caso, a pesquisa é com tecidos repelentes à água e auto-cura. A partir de uma tela super repelente a água, feita com nanopolímeros com propriedades de auto-reparação, ou seja, mesmo sendo danificada a peça pode se reformular.

Na área de roupas esportivas o desenvolvimento é grande. Além de confortáveis as peças são multifuncionais. Um exemplo, é a start up indiana que criou uma camiseta com LED’s embutidos, que ligada a um smartphone também monitora as atividades físicas.

Design minimalista e Freegender

O futuro em que vivemos é mais simples e objetivo. Apesar de muitas inovações e pesquisas sendo realizadas, essas tecnologias ainda não estão à disposição de todos e ainda vão demorar para ser acessíveis ao grande público.

Hoje, o que se move na contramão do poder consumista da indústria da moda é o minimalismo. Principalmente no estilo de vida das pessoas. Viver uma vida sem tantos excessos, com um consumo mais consciente e com uma preocupação com os danos ambientais.

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Por isso, o design minimalista e a moda freegender, ou seja, sem gênero definido, são a nossa realidade atual. Vão de encontro à um pensamento que une uma moda durável com a liberdade de um estilo próprio. Sem a necessidade de um consumo desenfreado, mão de obra escrava, design repetitivo com muitas cópias e materiais de baixa qualidade.

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O futuro próximo surge com a necessidade de bem estar coletivo. E a moda responde com um design clean e uma maior liberdade de expressão.

O futuro se aproxima e a moda tem que alcançá-lo!

LKV

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aquilo que você enxerga quando vê o seu reflexo no espelho…

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Todos os dias ao acordar você se depara com um alguém do seu outro lado quando se olha, o seu próprio reflexo no espelho. Você realmente gosta daquilo que vê?

Somos tão bombardeados diariamente por informações sobre beleza, pele, cabelos, roupas…Tantas dicas, tantas tutorias, tantos “o que fazer, como fazer”… Que dá até preguiça, né? Ser politicamente correto, aceito e estar dentro dos padrões, mas quais padrões? Já questionei sobre isto aqui antes, dê uma olhadinha aqui!

Somos o que somos, simples assim! Por que precisamos sempre agradar? Somos aquilo que enxergamos no espelho, queira ou não! Com defeitos ou qualidades, com seu próprio corpo, ou cabelo ou tom de pele.

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Um dos principais dramas da sociedade atual é a própria aceitação e a do próximo, geralmente com quem convivemos. Estamos sempre querendo mudar alguma coisinha…

Temos que aceitar as diferenças!

Por isso quando conheci o trabalho deste artista adorei e estou compartilhando. Francesc Planes, 22 anos, fotógrafo, da Espanha. Ele resolveu questionar estes padrões em uma série fotográfica chamada Normal.

Através das sua lentes, ele mostra a beleza de pessoas comuns, que já sofreram bullying por conta de alguma “diferença”, ao expor corpos que, na teoria, não se encaixam nos padrões de beleza atuais. De uma maneira simples e direta, de uma forma pura, sem intervenções. O seu objetivo principal é celebrar aquilo que não é considerado “normal” e mostrar que a realidade também tem a sua beleza singular e original.

Pra mim foi inspirador!

Confira as fotos e um pouco do trabalho de Francesc Planes:

Alba Parejo nasceu com mais de 500 pintas e pelos amarronzados por todo o seu corpo. “Meu ex-namorado disse para eu não mostrar minhas costas para ninguém, porque ninguém quer ter uma namorada deformada”.

Jordi teve seu olho removido quando era criança, por conta de um tumor que crescia atrás dele. Hoje, ele usa uma prótese no lugar do olho perdido.

guille-sofria-bullying-por-ter-alopc3a9ciaGuille sofria bullying por ter alopécia.

tess-era-chamada-de-baleiaTess era chamada de “baleia”.

Acredite no seu poder e na sua beleza. Todos somos diferentes uns dos outros. E isto é o que nos torna únicos!

Bora ser feliz?

fotos/legendas: reprodução/Francesc Planes

LKV

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sapatos, um caso de amor feminino…

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Desde que surgiram não largaram mais dos nossos pés. No início, a sua principal função era a de proteger, mas agora, quanta diferença! Serve mais como peça de design e status do qualquer outra coisa.

Em 10 mil a. C., começa a sua história. Há indícios e pinturas em cavernas, de que o sapato já existia naquela época. Na Idade Média, homens e mulheres usavam sapatos de couro aberto. Porém, só depois do uso da máquina de costura para a fabricação do sapato é que ele se tornou mais popular.

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Mulheres amam sapatos

Principalmente os de salto alto, sabe por que? Porque simbolizam poder e elegância. Quando usam saltos altos as mulheres se sentem mais atraentes, ficam com a auto estima mais elevada e a postura também é valorizada. O desejo feminino é o de ser reverenciada.

Não é todo dia que estamos dispostas para usar um salto alto, mas em ocasiões especiais eles fazem toda a diferença. É indispensável! O salto alto tornou-se sinônimo de elegância e sensualidade. Quem não ama?

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A história comprova

Na China, as sapatilhas eram usadas pelas mulheres desde a infância com o tamanho reduzido para os pés atrofiarem, forçando um caminhar curto e lento, símbolo de elegância. No Egito, somente as mulheres de classe alta usavam sapatos, feitos com pedrarias e bordados em ouro. Odaliscas turcas eram obrigadas a usar sandálias altas, para que não pudessem fugir dos haréns em que viviam. Na Antiga Roma, as prostitutas eram identificadas pelos saltos que usavam. No século XV, em Veneza, só mulher rica podia ter um salto alto e por ser associado com a sexualidade, no ano de 1430, chegou a ser proibido. Além de significar status econômico e social, o salto foi criado pelos maridos como forma de dificultar a caminhada e assim ter um maior controle sobre os passos das esposas.

Os saltos sempre foram muito significativos e continuam sendo.

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A sua melhor opção

Hoje existem milhares de opções à nossa volta e podemos escolher aquilo que desejarmos. Sapatos, de salto alto ou não, são peças importantes de estilo. Independente do seu gosto, sempre tem um favorito no guarda-roupa, que é guardado para momentos mais importantes. Porque você sabe, que quando usa aquele par de sapatos, você se sente poderosa, pronta pra qualquer coisa! Não é mesmo?

Deu pra entender? Agora já da pra dar uma explicação quando ouvir que você tem muitos sapatos!

LKV

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padrão? a diversidade é o que importa!

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Muito se fala hoje em dia sobre estar dentro dos padrões que a sociedade impõe. Mas que padrão é esse? Está certo ou errado, quem o estabeleceu, por que ele está aí? Será mesmo que o padrão precisa ser seguido? Afinal de contas, o gado é que segue a sua manada…

Todos os habitantes do planeta Terra fazem parte do mesmo rebanho? Essa resposta é para ser facilmente respondida, mas tem um “porém”, ou alguns. A sociedade sempre seguiu alguns padrões, seja de beleza, ou de comportamento, ou de educação, ou de moral. Enfim, sempre foram ditadas algumas regras para o bom convívio em grupo. Ok, tudo certo, afinal é necessário estabelecer algumas regras para que a sociedade possa interagir de uma maneira saudável, com respeito, com educação e com tolerância.

Quando se fala em beleza, o assunto muda de figura, literalmente. Já se evoluiu um pouco, mas ao longo do tempo sempre houve um padrão que era dominante. Quem nunca viu uma pintura antiga com uma musa rechonchudinha?

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As Três Graças/Rubens/século XVII

O padrão foi se alterando ao passar dos séculos, mas sempre teve um tipo de preferência.

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Marilyn Monroe/década 50

Hoje, este padrão está cada vez mais rígido, difícil de ser alcançado. Representado por um pequeno número de mulheres da população mundial. Uma pesquisa aponta que sete em cada dez mulheres brasileiras sentem a pressão para ser bonita.

fora do padrão?

“*Para a mídia, mulheres que estão no padrão de beleza possuem pelo menos 95% das características abaixo:
pele clara;
entre 18 e 35 anos;
cabelos lisos ou cachos bem definidos, mas nunca crespos;
se solteiras, que seja por pouco tempo, pois casar é imprescindível;
se casadas, que tenham filhos e que já estejam magras depois do parto;
ricas com renda própria ou advinda do companheiro;
magras (não precisava nem falar isso);
malham 5 vezes por semana;
comem comida fit;
não bebem, ou só bebem champagne;
estão sempre sorrindo;
têm um cachorro ou um gato;
têm instagram, snap, face e postam fotos todos os dias, de tudo o que fazem;
são discretas (?) e…
heterossexuais.”
*Fonte:http://www.crisguerra.com.br/2017/06/26/voce-e-fora-do-padrao-e-nem-sabia/

Mas quem se enquadra em todas essas características? A grande maioria da população feminina brasileira é bem diferente. Não faz parte da realidade. Isto tem gerado sérios problemas de aceitação, inclusão, autoestima, distúrbios alimentares… Entre tantos outros. Esse padrão precisa ser mudado! Para representar a nossa verdade e se enquadrar dentro da nossa diversidade. Que é a palavra mais certa para definir a população brasileira.

Diversidade

Tantas são as nossas cores, nossos biótipos, cabelos, corpos…Um só padrão não nos representa.

É uma luta que está começando a ser percebida. Quem tem que mudar este cenário é quem consome. Porque a partir do momento que se adquire marcas que respeitam as singularidades de cada pessoa, o jogo pode virar.

E, já existem marcas que estão investindo nesta pluralidade. Criando campanhas que abrangem tipos diferentes beleza, respeitando formas, cores, cabelos. As pessoas precisam se sentir representadas por uma imagem que se assemelhe a elas. Precisam encontrar produtos que são úteis e tenham uma função real. Precisam de roupas que sirvam.

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Campanha Dove

Esse padrão quer pasteurizar as pessoas, deixar todas com a mesma aparência, como bonecos. Produção em série. Ter que ter uma determinada altura, um certo peso, um tipo de cabelo. Pertencer a um grupo! E se for diferente, não serve? Não!

A realidade é bem o contrário. Mulheres comuns, que batalham pela sobrevivência diária, não se encaixam dentro deste padrão que não nos pertence.

A função da mídia não é só vender! É também ter uma visão do bem estar coletivo. Onde a sociedade se sinta representada e satisfeita com aquilo que deseja consumir.

Essa mudança de conceito pode começar pela valorização das diferenças de cada ser humano e por uma nova atitude de comportamento.

Acreditar que cada pessoa tem o seu valor, cada beleza tem a sua graça e que o melhor da vida e conviver com as diferenças.

LKV

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já ouviu falar em sincronia na moda e no amor?

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Nunca imaginei que isso existisse, mas depois de conhecer a história deste casal acredito que sim! E que as pessoas podem ser felizes à sua maneira, que é inigualável.

Cada indivíduo é único no mundo com suas limitações e suas virtudes. Cada um se expressa do jeito que for conveniente. Cada ser pode transmutar as próprias características físicas e ousar se expressar através das suas roupas. É por este caminho que a moda entra.

A moda sempre foi um meio de apresentar um pouco da personalidade das pessoas. Não adianta dizer que não, porque mesmo que você não ligue a mínima para a fashion industry, ela esta aí, onipresente, invadindo a nossa vidinha simples. Mesmo que você seja básica e use jeans, tênis e camiseta; vai ser obrigada a vestir alguma coisa para sair de casa, afinal de contas na nossa civilização é bem comum andar vestido nas ruas!!!

Por isso a moda é uma maneira de expressão, de aparentar visualmente nossas vontades ou desejos. Para trabalhar, você usa uma roupa mais formal; para ir à praia, usa roupa de banho; para passear, uma roupa mais confortável… E por aí vai.

Por incrível que pareça um casal japonês decidiu mostrar a sua sincronia afetiva através das roupas também. Moda e amor, uma parceria muito romântica.

Às vezes até acontece, sem querer, você e o seu parceiro vestir alguma peça da mesma cor, por exemplo. Mas isto sem nada planejado, apenas pela convivência diária isto acontece. Freud deve explicar!

Só que de propósito, combinando mesmo, com a intenção de parecer igual, é bem inusitado. Deve ser uma tendência dos países asiáticos. A ideia é cool, divertida e dá um ar de jovialidade ao casal já vivido.

Tomi e Tsuyoshi Seki, casados há 36 anos, diariamente combinam seus looks e ainda fotografam para compartilhar no Instagram (@bonpon511). Já possuem quase 600 mil seguidores e são uma dupla muito fashion. Usam listras, preto e branco, xadrez vichy. Abusam da criatividade!

Conseguiu entender por que a moda e o amor podem combinar tão bem? Não é só uma questão de estilo. É também uma parceria que combina pra vida, pro cotidiano, pra fortalecer uma relação. Existe, além de roupas combinadas, existe uma reciprocidade de afeto, de respeito, de uma troca mútua de dar e de receber.

Para nós: pode servir de inspiração para muitas coisas… Para o casal: vida longa, que continuem dando exemplo de amor e cumplicidade. E, o mais importante nos dias difíceis no qual vivemos, liberdade de expressão.

A lição que fica é a de viver uma vida de maneira mais leve, sem tantos conceitos já estabelecidos e podendo se divertir independente da idade.

LKV

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