crônica

o excessivo consumo

consumer-society-386661_960_720
by comfreak

Vivemos tempos contraditórios. Temos a consciência que o nosso consumismo desenfreado nos leva a danos irreversíveis ao planeta, no entanto nada fazemos, e, continuamos a consumir excessivamente.

Consumimos a cada dia mais e mais coisas, de todos os tipos. Tecnologia, moda, design, lazer, gastronomia, cultura, carros… Enfim, uma lista imensa, que só aumenta em diferentes itens, tudo o que compramos tem um segmento definido. Opções não faltam.

Hoje, o consumo está ligado a um sentimento, algo mais intangível do que concreto, muito mais subjetivo. Precisamos suprir nosso desejo voraz de ser feliz. Ter um status. Alimentar uma paixão. E consumir passou a ser um hobby, além de uma necessidade. Por isso tornou-se imensurável.

Desde a revolução industrial necessitamos aumentar a demanda do consumo para também obter uma produção maior. E com o passar do tempo, foram criados muitos subterfúgios para que isso acontecesse. Primeiro veio a publicidade, depois o consumo coletivo, e, individual, o consumismo, e o prazer de consumir.

O consumismo é o excesso do consumo, além do que realmente precisamos para viver, a cultura do descartável.

stairs-1396625_960_720.jpg
by toblin

Parece um caminho sem volta. Será?

O filósofo Gilles Lipovetsky, criou o termo hiperconsumo: “No hiperconsumo, não há limite de espaço e tempo. É possível comprar em qualquer hora e lugar.”, diz Lipovetsky. O poder que esse hiperconsumo gera no ego de cada pessoa, é o que estimula o consumo exacerbado, onde se compra a ilusão. Pela simples vontade hedonista que nos foi criada.

Mas, como ele diz: “Há limites para os recursos, mas a invenção humana já fez o possível e o impossível. Se alguém falasse que iria à Lua na Idade Média, seria tachado de louco.” Por isso há de se crer em uma atitude positivista em relação ao consumismo. Temos que ter a consciência e uma posição palpável de constante mutação, “quando temos paixões, o poder do consumo passa a ser muito inferior”, afirma o filósofo.

Ou seja, cabe a nós mesmos redefinir os nossos padrões. Mudar. Criar paradigmas “pós-pós-modernos”. Uma nova cultura com valores mais subjetivos. Dar importância às pequenas e simples cordialidades.

Pensar em novos rumos a serem seguidos. Ter a consciência da real necessidade de consumir. Não confundir o impulso e a vontade com o que é essencial. Questionar-se sempre: será que preciso (verdadeiramente) disto neste momento?

Uma reflexão lúcida que pode redesenhar e dar um novo ritmo ao desenvolvimento humano.

LKV

fotos:Pixabay
Anúncios

4 thoughts on “o excessivo consumo”

  1. Hoje em dia se vende até “felicidade”. As pessoas, em sua maioria, tendem a comprar mais por impulso do que necessidade realmente. Muito interessante seu post!!!! Parabéns!!!!

    Curtido por 1 pessoa

    1. Obrigada por me citar neste post tão especial! Fico muito feliz e gosto de compartilhar com pessoas que curtam o que eu escrevo e que também possam agregar novos conhecimentos. A melhor experiência que podemos ter é a troca, Valeu! Bjinhos. 😉

      Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s